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Condomínio alto dificulta venda e aluguel de apartamentos antigos em regiões nobres de SP

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 30 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Altos custos de segurança e manutenção pesam no bolso e reduzem atratividade dos apartamentos de luxo mais antigos.

Condomínio alto dificulta venda e aluguel de apartamentos antigos em regiões nobres de SP
Quando o metro quadrado não é o problema, mas sim a taxa condominial. A história de Fernanda Klüppel, publicada no Estado de S. Paulo, dona de um apê vazio nos Jardins desde 2013, escancara a bomba-relógio de prédios antigos em São Paulo. O imóvel de 240 m² vale até R$ 2,8 milhões, mas custa R$ 6,5 mil/mês só de condomínio. Resultado? Um prejuízo anual de R$ 100 mil. Quem compra isso?

O paradoxo da abundância 🏙️

Nunca se lançou tanto imóvel em São Paulo — foram 130 mil unidades em 12 meses. O problema? Quanto mais opções modernas e recheadas de lazer, menos atratividade têm os prédios antigos. Resultado: liquidez despenca e até herdeiros fogem de imóveis que viram peso morto no espólio.

Anos 80: os vilões do presente 📉

Piscina, spa, quadra, metragem gigante. Parecia luxo eterno, virou boleto eterno. Dados da Loft mostram que os condomínios mais caros estão justamente em prédios das décadas de 70 e 80. E um alerta: os condomínios-clube lançados a partir de 2015 vão pelo mesmo caminho — só estão no “período de lua de mel” antes da manutenção começar.

Segurança: o custo que nunca baixa 🚨

Marcello Romero, CEO da Bossa Nova Sotheby’s, crava: por mais que a gente culpe piscina e jardim, o maior gasto sempre será segurança. O dilema é claro — ou você tem muitas unidades para diluir os custos, ou a conta explode no colo de poucos moradores.

Criatividade contra o rombo 📊

Nem tudo é tragédia. Laerte Bernardi, subsíndico em São Bernardo, cortou custos implantando portaria eletrônica e racionalizando despesas. Resultado? Taxa caiu de R$ 1,7 mil para R$ 1,1 mil. Gestão faz diferença e até valoriza o imóvel — mas exige disciplina que poucos condomínios têm.

Inadimplência recorde ⚠️

Com inflação e juros altos, até o básico pesa. A inadimplência condominial bateu 7,19% em junho, recorde em 13 meses. A dívida total já chega a R$ 7 bilhões, segundo a Superlógica. Mas, curiosamente, quase nunca termina em leilão — sempre rola um acordo antes. Afinal, ninguém quer perder um imóvel de milhões por causa do condomínio.

👉 O recado? Apartamento não é só preço de compra. É condomínio, gestão, segurança e liquidez. O que parece luxo hoje pode virar dor de cabeça amanhã.
 
 
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