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Leilões rodoviários batem recorde, mas mão de obra segue no vermelho

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 25 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Brasil bate recorde de concessões rodoviárias, mas esbarra em escassez de mão de obra: déficit de 75 mil engenheiros ameaça cronogramas e encarece projetos.

Leilões rodoviários batem recorde, mas mão de obra segue no vermelho
País não forma engenheiros suficientes para atender à corrida por infraestrutura. Foto: Divulgação/CN.
O Brasil vive a maior onda de concessões em 17 anos: só em 2024, foram 7 leilões federais — recorde desde 2007. E até 2026, a meta do governo é entregar 35 contratos. Parece um sonho de infraestrutura, mas a engrenagem emperrou em um ponto: falta gente para tocar as obras.

👷‍♂️ Escassez estrutural

Segundo a CNI, o déficit é de 75 mil engenheiros. O país forma 40 mil por ano, enquanto China e Rússia formam mais de 450 mil. Resultado? Concessionárias brigam pelo mesmo talento. E não adianta culpar só a Lava Jato: as novas gerações preferem tech e IA a cimento e concreto.

💰 Salário não é tudo

Um pedreiro qualificado pode ganhar mais que um engenheiro júnior. Mas o problema maior é outro: falta clareza de progressão na carreira. Quem entra no setor não vê horizonte. E em um mercado com alta rotatividade, o risco de perder o benefício social pesa mais do que a vontade de crescer.

🎯 Estratégias em campo

  • EcoRodovias aposta em contratar gente perto dos canteiros — proximidade gera pertencimento.
  • Motiva (ex-CCR) contratou 500 engenheiros em 2024 e já fala em criar sua própria escola de engenharia com a PUC-Rio.
  • Arteris investe em clima organizacional e programas com a FGV e Dom Cabral para reter talentos.

Tecnologia também entrou no jogo: equipamentos mais autossuficientes e engenharia digital reduzem a dependência da mão de obra hiperqualificada.

🤔 O risco do improviso

Com a escassez, salários sobem, promoções são aceleradas e profissionais ainda juniores assumem funções complexas. O resultado? O risco de “obras pela metade” ou entregas mal executadas.

📌 O recado

O Brasil até tem capital, contratos e apetite para concessões. Mas sem engenheiros e técnicos suficientes, o cronograma pode virar um castelo de cartas. Afinal, não existe estrada pronta sem mão para erguer o asfalto.
 
 
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