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Sabesp abre o cofre e o mercado de luxo entra em disputa por um terreno nos Jardins

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

Disputa por terreno da Sabesp nos Jardins expõe o novo gargalo do mercado imobiliário de alto padrão em São Paulo.


Sabesp abre o cofre e o mercado de luxo entra em disputa por um terreno nos Jardins

Um terreno no coração dos Jardins, onde funcionava uma antiga subestação de água e esgoto, virou objeto de desejo de pelo menos 10 incorporadoras. Entre elas, nomes de peso como Cyrela e Benx. A informação foi revelada pelo Metro Quadrado e confirma o que o mercado já suspeitava: terreno bom virou ativo financeiro de luxo.

Estamos falando do encontro da Alameda Ministro Rocha Azevedo com a Rua Barão de Capanema, a poucos passos da Oscar Freire. Em São Paulo, isso não é endereço. É argumento de venda.


💰 Quanto vale um pedaço dos Jardins?

Os lances apresentados variam entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por metro quadrado. Se o martelo bater nesse intervalo, a Sabesp pode levantar algo entre R$ 154 milhões e R$ 215 milhões com um único ativo.


Para efeito de comparação, esse valor já coloca o terreno no radar dos empreendimentos mais caros da cidade. Não é exagero: no mercado, ele já é tratado como uma “joia rara”.


📍 Localização não é tudo. Mas quase.

Parte do apelo está no endereço, o imóvel fica a uma quadra da Oscar Freire, apontada pela Cushman & Wakefield como a rua comercial mais valorizada do mundo em 2025.


Mas há um detalhe técnico que faz os olhos dos incorporadores brilharem: o terreno tem pouco mais de 3 mil m².


Parece pouco? No alto padrão, é exatamente o contrário. Incorporadores costumam dizer que lotes abaixo de 2,5 mil m² não “fecham a conta” para produtos premium. Aqui, o tamanho permite um projeto robusto sem precisar comprar e consolidar terrenos vizinhos (algo cada vez mais raro (e caro) nos Jardins).


🏗️ Zoneamento amigo, conta desafiadora

O terreno está em Zona Mista, com potencial de adensamento nível 5. Na prática, isso permite construir até quatro vezes a área do lote, com incentivos à verticalização.

Parece o cenário perfeito? Quase.


Para erguer um residencial de alto padrão “puro-sangue”, o comprador terá que usar CEPACs ou pagar outorga onerosa. Some a isso um detalhe nada trivial:há tubulações no subsolo que precisarão ser realocadas, custo que não aparece no folder, mas pesa no Excel.


🔄 Ativo reciclado, apetite novo

A venda faz parte da estratégia da Sabesp de reciclagem de ativos non-core. A companhia tem cerca de 1.000 terrenos e imóveis no portfólio e vem avaliando quais fazem mais sentido virar caixa do que continuar no balanço.


Curiosamente, não é a primeira tentativa de venda. Logo após a privatização, o ativo já havia sido colocado na mesa (mas o ticket total do projeto esfriou as conversas).


Agora, com o mercado de luxo mais resiliente e capital ainda circulando nesse nicho, o jogo mudou.


🤔 O que essa disputa revela?

Mais do que uma venda pontual, o episódio expõe uma tendência clara:em regiões consolidadas como os Jardins, terreno virou o verdadeiro gargalo do mercado imobiliário.


Quem tem terra, manda no jogo. Quem não tem, disputa — e paga caro. E a Sabesp, ao que tudo indica, escolheu o momento certo para vender.

 
 
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