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Homem, 47 anos, classe B: qual o perfil do comprador de imóveis?

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 19 de jan.
  • 3 min de leitura
Estudo do DataZAP revela um comprador mais maduro, racional e atento a risco climático, preço e funcionalidade — e expõe o descompasso entre oferta e demanda no mercado imobiliário.

Homem, 47 anos, classe B: qual o perfil do comprador de imóveis?

Durante muito tempo, o mercado imobiliário apostou em um comprador aspiracional, jovem, urbano e sedento por lançamentos.Os dados mais recentes mostram outra história.

Segundo o estudo Moradia do Amanhã – Compra, do DataZAP (Grupo OLX), divulgado com exclusividade pela EXAME, o comprador típico de imóvel no Brasil em 2025 tem perfil bem definido — e pouco glamouroso para quem vende hype.


👤 Homem

🎂 47 anos

💼 Classe B

🏡 Família formada

🔑 Quer imóvel usado para morar


Nada de impulso. Nada de modismo. É decisão madura — e calculada.


Usado, até R$ 500 mil e com quintal. Simples assim.

Vamos aos números que realmente mandam no jogo:

  • 60% preferem imóveis usados

  • 74% querem gastar até R$ 499.999

  • 57% buscam casas horizontais

  • Apenas 33% optam por apartamentos


Tradução livre: o comprador brasileiro quer espaço, previsibilidade de preço e menos surpresas no condomínio. Novo? Só se fizer muito sentido no bolso.


Clima virou critério de compra (e não é discurso)

Aqui está um ponto de virada importante no mercado:

🌊 91% priorizam imóveis em áreas com menor risco de enchentes

🌳 59% valorizam áreas verdes

🚲 58% olham para mobilidade ativa e transporte público


Sustentabilidade deixou de ser slogan de folder. Virou gestão de risco patrimonial.


“A segurança climática e a mobilidade ativa tornaram-se pilares da qualidade de vida moderna”, resume Taiane Martins, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo OLX.


O comprador entendeu algo que muita incorporadora ainda ignora: resiliência também é valorização no longo prazo.


♿ Acessibilidade entrou no checklist — mesmo para quem não precisa hoje

Outro sinal de maturidade do consumidor:

  • 57% consideram rampas e banheiros adaptados essenciais

  • 55% valorizam espaços para cadeiras de rodas e pisos táteis


Não é só inclusão.É visão de futuro, envelhecimento da população e liquidez do ativo.

Quem compra pensa: “isso vai facilitar minha vida daqui a 10, 20 anos?”


🔥 Lazer importa, mas funcionalidade manda

Nada de exageros futuristas. O desejo é bem pé no chão:


🌿 Quintal ou jardim

🍖 Churrasqueira

🏊 Piscina externa


Dentro de casa:

  • 31 a 60 m²

  • 2 ou 3 quartos

  • 1 suíte

  • 2 banheiros

  • 1 vaga

  • Boa ventilação e ambientes bem divididos


Mais conforto. Menos firula.


💳 Financiamento segue decisivo (mesmo na classe B)

Mesmo com perfil econômico mais estável, o orçamento continua soberano:


  • 45% consideram usar programas habitacionais, como o Minha Casa, Minha Vida

  • 60% aumentaram a intenção de financiar após o novo modelo de crédito:

    • teto de até R$ 2,25 milhões

    • juros limitados a 12% ao ano

    • financiamento de até 80% do valor pela Caixa

Dinheiro caro muda comportamento. Crédito molda produto.


📍 Para morar, não para especular

O destino do imóvel também revela muito:

  • 78% compram para moradia própria

  • 12% pensam em investimento

  • 8% buscam segunda residência


Ou seja: o motor do mercado continua sendo gente comprando casa para viver — não planilha de investidor.


🧠 O que esse retrato revela sobre o mercado?

O comprador brasileiro de 2025 é:

  • mais velho

  • mais racional

  • mais sensível a risco climático

  • mais atento à funcionalidade

  • e menos disposto a pagar por promessa


Quem insistir em vender só discurso vai sobrar no estoque. Quem entender esse perfil, vende (mesmo num mercado mais seletivo).


 
 
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