Alta renda ou MCMV? O Citi escolheu seus favoritos para 2026
- Redação Liga News

- 22 de jan.
- 2 min de leitura
Mesmo sem repetir o rali de 2025, o Citi vê o Brasil como um dos poucos mercados capazes de seguir entregando retorno no real estate (com apostas claras na alta e na baixa renda).

Se 2025 foi um ano de euforia na Bolsa para o setor imobiliário, 2026 promete algo mais… seletivo. E talvez mais interessante.
O IMOB (Índice Imobiliário da B3) disparou 73,5% no ano passado. Algumas ações passaram fácil dos três dígitos. Mas, segundo o Citi, repetir esse desempenho não será regra (a exceção pode estar no Brasil).
América Latina no radar (e o Brasil no centro do mapa)
Enquanto o banco adota um tom cauteloso para o real estate global, a América Latina (com foco no Brasil) segue como destaque positivo.
Por quê? Porque os ventos macro finalmente começaram a soprar a favor:
📉 Possível queda da Selic
🔥 Inflação mais comportada
🚀 Atividade econômica em aceleração
Mas só macro não sustenta tese. O jogo, agora, é idiossincrático.
🏙️ Alta renda: estoque baixo + juros em queda = gatilho acionado?
No segmento de média e alta renda, o analista André Mazini, do Citi, em entrevista para o Metro Quadrado, aposta que:
Lançamentos seguem fortes
Estoques continuam apertados
E o ciclo de juros pode ajudar a destravar demanda reprimida
Nesse cenário, Cyrela aparece como uma das principais beneficiadas. O freio?
Volatilidade pré-eleitoral
Financiamento ainda caro
LTV baixo, limitando o acesso ao crédito
Ou seja: o mercado quer comprar, mas ainda olha a parcela com cuidado.
🏘️ Baixa renda: R$ 144 bilhões e um empurrão extra do IR
Se na alta renda o desafio é crédito, na baixa renda o pano de fundo é bem mais favorável. O Citi destaca:
🧱 Custos de construção estabilizados
💰 Orçamento robusto de R$ 144 bilhões para o MCMV
E tem mais um detalhe pouco falado, mas relevante.
Isenção de IR até R$ 5 mil: efeito colateral positivo
A ampliação da isenção do Imposto de Renda tende a:
Formalizar trabalhadores informais
Ampliar o acesso ao crédito
Aumentar a demanda por habitação
Some a isso um ano eleitoral, com programas municipais e estaduais de Cheque Moradia mais eficientes (e o capital começa a circular).
AI, escritórios e a ironia do ciclo
Curiosamente, mesmo com o setor de escritórios sendo o menos recomendado hoje, o Citi reconhece que a revolução da IA segue impulsionando:
Escritórios prime
Galpões industriais e logísticos
Data centers (ainda relevantes, mas menos protagonistas)
A mensagem é clara: crescimento de receita e aluguel sustenta a tese e balanços muito alavancados derrubam qualquer narrativa.
No fim das contas…
2026 não deve repetir a festa generalizada de 2025. Mas pode ser um ano ainda melhor para quem souber escolher.
Menos euforia. Mais fundamento. E um Brasil que, pela primeira vez em algum tempo, volta a aparecer no lado certo do gráfico.










