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Fracasso da venda do Jardim das Perdizes pode virar o maior projeto da Tecnisa em anos

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 19 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Custos ocultos, impostos e um terreno raro derrubaram a negociação entre Tecnisa e Cyrela.

Fracasso da venda do Jardim das Perdizes pode virar o maior projeto da Tecnisa em anos

O mercado já dava como certa a venda dos sete terrenos da Tecnisa para a Cyrela. O valor? R$ 510 milhões. O destino? Quitar dívidas, reforçar caixa, aliviar a pressão.

A venda caiu. A receita bilionária sumiu. E sobrou uma pergunta inevitável:


👉 O que fazer agora com um dos ativos mais estratégicos da empresa?


A resposta começou a surgir na última sexta-feira (14). Sem a venda, a Tecnisa admite o óbvio que ninguém tinha coragem de dizer em voz alta: ela mesma pode lançar novos projetos no Jardim das Perdizes.


Sim, ali, no mesmo conjunto de terrenos que a empresa chamou de “joia da coroa”. E que tem potencial para abrigar várias torres ao longo dos próximos anos.


Ou seja: aquilo que seria vendido para outro incorporador pode retornar como o maior projeto da Tecnisa em uma década.


O que travou o negócio (e ninguém viu vindo)

Segundo o CEO Fernando Tadeu Perez, os entraves foram crescendo como obra sem cronograma:

  • um restaurante ocupando o estande de vendas (e a multa para tirá-lo)

  • a necessidade de construir um novo estande

  • e o grande vilão:a estrutura jurídica exigida, que obrigaria a venda dos terrenos, e não das SPEs.


Resultado: dezenas de milhões em impostos que tornariam o negócio simplesmente… ruim. “Quando começamos a fazer as contas, entendemos que não valeria mais a pena.”


No Excel, vender parecia racional. No mundo real, não fazia sentido.


Dores de hoje, oportunidades de amanhã

Sem o caixa da venda, a Tecnisa segue pressionada:a dívida líquida ainda é 150% do patrimônio. Mas Perez deixou claro em entrevista ao Valor: “Vamos fazer de quatro a cinco lançamentos nos próximos três anos e pagar nossa dívida.”


E, no tabuleiro disponível, nenhum terreno tem tanto potencial quanto o Jardim das Perdizes.


Mesmo que o ritmo seja mais lento, a empresa sabe: construir ali pode ser o movimento que redefine seu futuro.


Venda fracionada? Talvez.

Mas lançar prédios… é o que brilha mais A empresa até cogita negociar os terrenos separadamente, algo que a Cyrela não aceitava.


Mas entre uma venda lenta e um grande projeto próprio, o mercado enxerga uma tendência clara: A Tecnisa voltou a olhar para o Jardim das Perdizes como projeto, não como ativo para venda. E isso muda tudo.


E a Cyrela nisso?

A desistência mexe no pipeline da rival. A Cyrela esperava lançar ali já em 2026. Agora, diz que precisa "avaliar". Sem o desembolso, fecha o ano menos alavancada, mas sem impacto relevante em dividendos.


Um alívio financeiro, mas também um vácuo estratégico.


O que fica para o mercado

O fracasso da venda não foi um tropeço isolado.Foi um movimento que reposicionou o tabuleiro todo.


E abriu uma possibilidade que parecia adormecida: a Tecnisa finalmente erguer um megaempreendimento no Jardim das Perdizes, talvez o maior dos seus últimos anos.


Se o mercado gosta de reviravoltas, essa é daquelas que mudam planejamento, concorrência e até preço de metro quadrado.


A história agora saiu das mãos da Cyrela. E voltou para onde sempre esteve: nas mãos da Tecnisa.

 
 
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