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Incorporadoras pressionam: MCMV pode ter teto de R$ 650 mil

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 26 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Construtoras defendem ampliação da faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida para incluir a classe média e aproveitar os bilhões do pré-sal para habitação.

Incorporadoras pressionam: MCMV pode ter teto de R$ 650 mil
Prédios em construção na região de Perdizes, em São Paulo Foto: Felipe Rau/Estadão.
As incorporadoras voltaram a bater na porta do governo: querem expandir a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida.👉 O pedido: elevar o teto do imóvel de R$ 500 mil para R$ 650 mil e a renda das famílias de R$ 12 mil para R$ 15 mil.

E por quê? Porque as vendas de médio padrão estão esfriando, e nada melhor do que o “empurrãozinho” do fundo social do pré-sal — que neste ano liberou R$ 18 bilhões para habitação.

Governo em cima do muro 🤔

No Ministério das Cidades, o recado é: calma lá. De um lado, técnicos dizem que é cedo para mudar regras da faixa 4, lançada em maio. De outro, não falta quem veja com bons olhos ampliar o programa às vésperas das eleições. Política habitacional ou eleitoral? Eis a questão.

Quanto cabe no bolso da classe média

Hoje, em SP, um imóvel de R$ 500 mil = 50 m². Se o teto subir para R$ 650 mil, o apê pode chegar a 64 m².📍 Em bairros caros, como Vila Mariana (R$ 17,4 mil/m²), isso significa 37 m². Já em Pinheiros, a conta encolhe ainda mais: só 24 m².

A saída? Manter apartamentos pequenos e turbinar as áreas comuns — os famosos condomínios-clubes, com piscina, coworking e salão gourmet para justificar a conta.

Juros continuam o vilão 📉

Mesmo com subsídio, a taxa da faixa 4 é de 10% ao ano. Fora do programa, a média está em 13%.

Parece vantagem, mas…

➡️ Um imóvel de R$ 500 mil, com entrada de 30%, gera parcela de R$ 3,6 mil por mês.

Não é pouca coisa para quem já sente o peso do custo de vida. Resultado: contratos existem, mas não decolam. Em julho foram 3,8 mil e em agosto, 4,7 mil. O governo sonhava com 15 mil por mês.

Classe média no xadrez eleitoral

A faixa 4 do MCMV foi vendida como promessa de Lula para recuperar o poder de compra da classe média. Mas, sem estoque de produtos das incorporadoras e com juros ainda altos, o impacto é limitado.

👉 Se o teto subir, o benefício pode ser mais palpável — e também mais visível politicamente. Afinal, agradar o eleitorado urbano que sonha com a casa própria nunca é um mau negócio em ano de campanha.

📊 Em resumo:

  • Incorporadoras querem teto maior e renda maior na faixa 4.
  • Governo hesita, mas sabe do peso eleitoral da medida.
  • Classe média vê alívio, mas juros ainda travam o sonho da casa própria
 
 
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