Cury (CURY3) lidera crescimento de lucros no setor, diz BBI; veja estimativas até 2027
- Redação Liga News

- 23 de fev.
- 2 min de leitura
Prévia do 4T25 indica crescimento expressivo da Cury enquanto concorrentes têm projeções revisadas para baixo

Enquanto parte da construção civil pisa no freio, uma empresa acelera. A prévia do 4T25 indica que a Cury (CURY3) deve ser o grande destaque da temporada de balanços. E não é força de expressão.
📈 Lucro estimado de R$ 259 milhões no trimestre
📈 Alta anual de 56%
📈 Margens robustas perto de 40%
📈 Dividend yield projetado próximo de 8%
Em um setor pressionado por juros altos, isso não é detalhe. É momentum.
🚀 O melhor “timing” da Bolsa?
Segundo o relatório do Bradesco BBI, a Cury apresenta o melhor ritmo de crescimento de lucros no curto prazo. E mais: a projeção aponta expansão média de 19% nos lucros entre 2026 e 2027.
Em um ambiente macro ainda desafiador, crescer dois dígitos já chama atenção. Mas crescer distribuindo dividendos relevantes? Isso muda o jogo.
A pergunta que fica: estamos diante de um ciclo virtuoso, ou de um pico momentâneo?
🏘️ Habitação popular: o motor silencioso
A Cury atua no segmento popular, ligado ao programa Minha Casa, Minha Vida. E aqui está a diferença estrutural do setor. De um lado:
✔️ Funding robusto via FGTS (estimado em R$ 188 bilhões)
✔️ Demanda estrutural reprimida
✔️ Crédito mais acessível dentro do programa
Do outro: Incerteza.
🏢 Média e alta renda: o freio começa a aparecer
O mesmo relatório revisou projeções para nomes tradicionais do setor:
Cyrela (CYRE3)
Eztec (EZTC3)
Plano&Plano (PLPL3)
As estimativas de lucro para 2026 e 2027 foram reduzidas:
📉 -8% para Cyrela
📉 -8% para Eztec
📉 -10% para Plano&Plano
O motivo? Desaceleração das vendas. Crédito mais caro. Capacidade de compra pressionada. A engrenagem gira mais devagar quando o financiamento encarece.
📊 Nem tudo é negativo, mas o jogo mudou
A Cyrela ainda pode surpreender no 4T25, com lucro ajustado estimado em R$ 651 milhões, 28% acima do consenso. Já a Eztec pode registrar queda anual de 9%.
E a Plano&Plano?
Compressão de margem de três pontos percentuais.
Política comercial mais agressiva para sustentar vendas.
Promoções ajudam no curto prazo.
Mas margem comprimida nunca passa despercebida.
⚖️ Um setor, dois mundos
A leitura do mercado é clara: a construção civil brasileira está estruturalmente segmentada.
🏘️ Habitação popular: demanda firme, funding garantido, previsibilidade maior.
🏢 Média e alta renda: crédito restritivo, consumidor cauteloso, vendas mais lentas.
O investidor precisa escolher o lado do tabuleiro. Não é mais “comprar o setor”. É selecionar a tese.
O que está em jogo agora?
✔️ Sustentabilidade das margens
✔️ Ritmo de lançamentos
✔️ Capacidade de repasse de preços
✔️ Evolução da Selic
Se os juros começarem a cair em 2026, o segmento de média e alta renda pode respirar.
Mas, até lá, o fluxo favorece quem tem demanda contratada e funding previsível.
E, neste momento, a Cury parece ocupar esse espaço com vantagem.
📊 Conclusão: protagonismo não é por acaso
Em um cenário de crédito caro e consumo seletivo, vencer não significa crescer a qualquer custo. Significa crescer com margem.
E, segundo as projeções atuais, a Cury faz exatamente isso. O setor está dividido. Mas o mercado já escolheu seu destaque da temporada.
A questão agora é outra: esse favoritismo vai se confirmar no balanço, ou o setor ainda pode surpreender?











