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Construção Civil projeta crescimento acima do PIB em 2026

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 20 horas
  • 3 min de leitura

Com previsão de crescer 2% e superar o PIB, setor aposta em crédito ampliado, FGTS recorde e R$ 280 bilhões em infraestrutura.


Reforma Tributária pode encarecer obras em até 20%

Depois de um 2025 espremido entre juros altos, carga tributária indigesta e escassez de mão de obra qualificada, o setor de Construção Civil faz uma aposta pública:

👉 Crescer 2% em 2026.

👉 Superar o PIB brasileiro, projetado em 1,6%.


Pode parecer pouco. Não é.


Em um país onde cada décimo percentual exige engenharia fiscal, crédito e confiança, crescer acima do PIB é mais que estatística (é posicionamento).


A pergunta que ecoa nos canteiros e nos conselhos administrativos é direta:

Estamos diante de uma retomada estrutural ou de um respiro oportuno?


💸 O dinheiro começou a se mover e isso muda o jogo

O otimismo não nasce no discurso. Ele nasce no fluxo.


E o fluxo aponta para três vetores claros:

📉 Início da queda na taxa de juros

🏦 Orçamento recorde do FGTS para habitação


🏘️ R$ 40 bilhões previstos no programa Reforma Casa Brasil

No papel, o programa amplia o teto dos imóveis financiáveis e aumenta a disponibilidade de crédito. Na prática?


Mais gente qualificada para financiar.

Mais giro na ponta.

Mais previsibilidade para quem constrói.


Segundo o governo federal, em parceria com a Caixa, os recursos poderão financiar materiais, mão de obra e serviços técnicos (do projeto ao acompanhamento da obra).

Crédito irrigando a cadeia inteira.


A economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, foi objetiva: “A expectativa é de um incremento no crédito imobiliário, com impactos positivos para o setor.”


Tradução Liga News: o motor pode voltar a roncar.


⚠️ Mas o passado recente ainda pesa

Vamos lembrar 2025? O setor conviveu com:


❌ Carga tributária elevada

❌ Juros em patamar restritivo

❌ Escassez (e alto custo) de mão de obra qualificada


Nada disso evaporou. Apenas deixou de piorar. E aqui mora o risco: crescer não é o mesmo que resolver gargalos estruturais.


👷 Mesmo pressionada, a máquina de empregos não travou

Se há um indicador que merece atenção, é este:


📊 2,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada

📈 Alta de 3,08% sobre 2024


Mesmo sob pressão. A construção de edifícios lidera o contingente. E o mapa do emprego revela um movimento interessante: Nordeste em destaque — Pernambuco, Bahia e Ceará — ao lado de Rio de Janeiro e São Paulo, que segue no topo do ranking.


A construção continua sendo um dos termômetros mais sensíveis da economia real. Quando ela contrata, há sinal de confiança.Quando ela demite, o alerta é imediato.


Por enquanto, o ponteiro aponta para expansão.


🚧 Infraestrutura: o gigante silencioso de R$ 280 bilhões

Enquanto o debate gira em torno da habitação, a infraestrutura trabalha nos bastidores. Segundo a ABDIB, os investimentos atingiram R$ 280 bilhões, cerca de 3% acima de 2024.

O dado que realmente importa?


🔎 84% vieram do setor privado.


Isso não é detalhe. É mudança de eixo. O Estado coordena. O privado executa (e assume risco). Se o capital privado segue investindo, é porque enxerga retorno. E onde há expectativa de retorno, há confiança mínima no cenário.


🧠 Crescer acima do PIB é manchete. Sustentar é estratégia.

A Construção Civil entra no novo ciclo com:


✔️ Crédito ampliado

✔️ Infraestrutura aquecida

✔️ Emprego em expansão

✔️ Juros iniciando trajetória de queda


Mas também carrega:

⚠️ Gargalos de produtividade

⚠️ Pressão tributária persistente

⚠️ Dependência de políticas públicas


Então a pergunta inevitável é: esse crescimento de 2% é ponto de virada…ou apenas o melhor momento dentro de um ciclo ainda frágil?

 
 
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