SP dá 15 dias para Airbnb, Booking e QuintoAndar retirarem imóveis populares das plataformas
- Redação Liga News

- há 3 dias
- 2 min de leitura
Com mais de 300 mil unidades de habitação social licenciadas, Prefeitura de São Paulo pressiona Airbnb, Booking e QuintoAndar a retirar anúncios irregulares e amplia a fiscalização sobre o uso desses imóveis.

A cidade decidiu apertar o cerco.
A Prefeitura de São Paulo enviou ofícios para Airbnb, Booking e QuintoAndar, exigindo a retirada de anúncios de habitação popular das plataformas em até 15 dias.
Caso contrário?👉 sanções podem entrar em cena.
(com informações do Estado de São Paulo).
⚠️ O problema não é novo, só ficou grande demais
Desde 2014, mais de 300 mil unidades foram licenciadas como habitação social. Na teoria, para baixa renda. Na prática, parte virou ativo de investimento.
👉 apartamentos em plataformas de locação
👉 uso por público fora da faixa elegível
👉 desvio claro da política pública
Resultado: CPI aberta e regras sendo revisadas às pressas.
📋 Agora a Prefeitura entregou o que o mercado pedia
As plataformas alegavam falta de clareza. A Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) respondeu com uma lista detalhada de imóveis HIS e HMP.
👉 endereço
👉 enquadramento
👉 base oficial para remoção
Ou seja: acabou a desculpa.
🏗️ O que está em jogo: subsídio virando arbitragem
Os imóveis HIS e HMP existem com um objetivo claro:
👉 atender famílias de baixa renda
👉 com isenção fiscal
👉 e limites de preço e aluguel
Mas o modelo abriu brecha: comprar barato + alugar caro (ou curto prazo).
A conta não fecha — nem social, nem politicamente.
🧾 As regras são claras (no papel)
HIS-1: até R$ 276 mil | renda até 3 salários
HIS-2: até R$ 383,6 mil | renda de 3 a 6 salários
HMP: até R$ 537,6 mil | renda de 6 a 10 salários
E no aluguel: limite de até 30% da renda familiar. Fora disso, já é desvio.
🗣️ O recado da Prefeitura é direto
A gestão afirma: “As plataformas também devem observar a legislação vigente.”
Tradução: não é só o proprietário que responde.
🏢 E o que dizem as plataformas?
Airbnb: afirma que vai analisar a lista e remover anúncios irregulares
Booking: diz que acompanha e se adapta às regras
QuintoAndar: reforça que não atua com curta duração e segue a legislação
Todos apontam responsabilidade do anunciante. A Prefeitura amplia para o ecossistema.
🧠 No fim, a discussão é maior que fiscalização
Não é só sobre remover anúncio. É sobre modelo.
👉 habitação social como política pública
👉 ou como ativo de renda no mercado?
A cidade está tentando puxar de volta. Mas a pergunta que fica: depois que vira produto, dá para voltar a ser política social?











