Construção vai bem no 1º tri, mas CBIC reduz projeção de alta do setor para 1,2% em 2026
- Redação Liga News

- há 6 minutos
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Mesmo com emprego forte e crédito imobiliário em alta, inflação de materiais, petróleo e juros elevados começam a pressionar margens e desacelerar o otimismo da construção civil em 2026.

Emprego forte, crédito imobiliário avançando e obras em ritmo acelerado sustentam o setor em 2026.
Mas a combinação de juros altos, petróleo pressionado e alta dos materiais já começa a mudar o humor das construtoras.
A CBIC, inclusive, reduziu a projeção de crescimento da construção: de 2% para 1,2%.
🛢️🌍 O petróleo chegou ao canteiro
A guerra no Oriente Médio começou a impactar diretamente os custos da construção.
PVC, tintas, cimento, frete e energia entraram na rota da pressão.
Segundo Ieda Vasconcelos, economista-chefe da CBIC: “Toda a cadeia produtiva é afetada.”
O INCC-M subiu 1,4% em abril (maior alta desde 2022). Enquanto isso:
👉 mão de obra acumula inflação de 8,82%
👉 contratos populares começam a sentir pressão nas margens
👉 obras com preço fechado entram em zona de atenção
💸 Juros altos voltam ao centro do problema
Renato Correia, presidente da CBIC, resume o cenário: “A taxa de juros elevada voltou a ser o principal problema do setor.”
O mercado já trabalha com Selic próxima de 13% no fim do ano.
E construção civil sem crédito barato? A conta chega rápido.
👷♂️ Emprego sobe… mas falta mão de obra
Mesmo com o ambiente mais duro, o setor criou mais de 120 mil empregos formais no primeiro trimestre.
Hoje, a construção já ultrapassa:
👉 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada
Mas existe um paradoxo:as empresas continuam contratando (e continuam sem encontrar profissionais).
🏘️ O MCMV ainda segura a atividade
O Minha Casa Minha Vida segue como principal motor do setor, junto da infraestrutura.
Os financiamentos com FGTS cresceram quase 22% no trimestre.
Mas a preocupação aumentou. Segundo Renato Correia: “Pode ocorrer até paralisação das obras dependendo do impacto.”
Principalmente no Faixa 1, onde as margens já operam no limite.
🎯 A leitura final
A construção não entrou em crise. Mas entrou em modo de cautela. O setor ainda cresce.
Só que agora cresce pressionado por:
👉 custo
👉 juros
👉 mão de obra
👉 instabilidade global
E o mercado já entendeu:em 2026, o desafio não será vender. Será preservar margem.
📰 (Com informações e entrevistas do InfoMoney)











