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Construtoras entram em zona de risco com disparada de insumos, dizem Citi e Itaú BBA

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 6 minutos
  • 3 min de leitura

Analistas do Citi e Itaú BBA veem risco crescente para construtoras com alta de materiais; Abramat aponta menor capacidade de absorção de custos.


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Até aqui, os materiais vinham segurando a inflação da construção.

A pressão maior estava na mão de obra, mas sob controle relativo.

Agora, esse equilíbrio começa a ruir. A guerra no Oriente Médio reacende o risco de alta nos insumos e já muda o humor de empresas e analistas, segundo o Valor Econômico.

🌍 Do petróleo ao cimento: o efeito dominó


A lógica é simples (e perigosa). A alta do petróleo impacta diretamente o coque, insumo essencial para a produção de cimento.


Soma-se a isso o aumento no custo de transporte, e o efeito se espalha rapidamente por toda a cadeia.


👉 O que antes ajudava a conter a inflação, agora passa a pressionar.


📉 O mercado já mudou de posição


A reação veio rápido. André Mazini, chefe de análise do Citi para América Latina, afirmou ao Valor Econômico que deixou de priorizar incorporadoras de baixa renda e passou a preferir shoppings (justamente pela menor exposição à inflação de materiais).


O Itaú BBA segue na mesma linha: adotou postura mais cautelosa e já indicou revisão da tese para o setor.


👉 Tradução: o risco saiu do radar e entrou no modelo.


🧮 Margem pressionada — e sem ajuste possível


O problema central está no timing.


As construtoras venderam bem, com preços já definidos. Mas os custos estão subindo agora, durante a execução das obras.


👉 Resultado: compressão direta de margem.


🏗️ Negociação ainda segura… mas até quando?


No curto prazo, ainda há algum espaço de negociação.


Um executivo do setor relatou ao Valor Econômico que fornecedores chegam pedindo aumentos de até 17%, mas os contratos acabam fechando com reajustes entre 3% e 4%.


Mesmo assim, já há movimentos mais concretos:


👉 altas de até 8% no concreto já foram comunicadas.


A questão é que esse poder de barganha não é igual para todos. Empresas menores tendem a sofrer mais.


📊 Indústria sem gordura para absorver


Os dados mostram um setor já pressionado. Segundo a Abramat:


  • 📉 faturamento caiu 4% no 1º trimestre

  • 📉 queda de 3,3% em 12 meses


Esse cenário reduz a capacidade de absorver custos sem repassar.


Paulo Engler, presidente da Abramat, alerta: “A escalada do conflito tende a pressionar custos de aço e cimento.”


📈 INCC já acelerou e pode piorar


O movimento já começou a aparecer nos indicadores.


O INCC subiu 1,04% em abril, acelerando frente a março. A mão de obra segue pressionada, com alta de 8,71% em 12 meses, e os materiais voltam a ganhar força, especialmente os estruturais.


👉 No cenário de estresse, o índice pode sair do padrão de 5%-6% e encostar em 8%.


🏠 MCMV: um respiro, não uma solução


As mudanças recentes no programa trazem algum alívio.


Com aumento de tetos e faixas de renda, abre-se espaço para repasse de preços sem impacto tão imediato na demanda. Mas o efeito é limitado.


👉 Ajuda no curto prazo, mas não resolve a pressão de custo.


🎯 O dilema segue na mesa


Fora do MCMV, a decisão é delicada. Repassar preços pode travar vendas, especialmente com juros ainda elevados. Absorver custos compromete margens.


👉 Não há solução fácil (apenas trade-offs).


🤔 A pergunta que fica


O setor já enfrentou ciclos difíceis. Mas agora o risco é externo, volátil e difícil de controlar.


👉 até quando dá para segurar?

👉 e quando o repasse começa a travar o mercado?


Porque, no fim, o problema deixou de ser pontual. Virou estrutural.

 
 
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