Construção fecha 2025 com expectativa mais positiva para 2026, diz CNI
- Redação Liga News

- 17 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Sondagem da CNI aponta melhora nas expectativas de atividade, investimentos e empregos na indústria da construção para 2026, puxada por crédito e juros.

A CNI divulgou a nova Sondagem da Indústria da Construção e o recado é claro: o setor fecha 2025 menos pessimista e entra em 2026 com expectativa de avanço. Não é euforia — mas também não é retração.
No último mês do ano, melhoraram as projeções para novos empreendimentos, serviços, compras de matérias-primas, nível de atividade e emprego. Um pacote completo de sinais positivos.
🔄 Crédito, juros e o “efeito começo de ano”
Segundo Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, parte desse movimento passa pelo novo modelo de crédito imobiliário. Soma-se a isso um velho conhecido do setor: o início de ano, historicamente mais favorável para a construção.
Há ainda a expectativa — sempre sensível — de redução da taxa de juros. Nada confirmado, mas suficiente para ajustar o humor do empresário.
📈 Atividade sobe: pouco? Sim. Mas sobe.
O índice de expectativa de nível de atividade avançou 1,3 ponto, indo de 50,4 para 51,7 pontos. Em linguagem direta: os empresários passaram a enxergar mais crescimento do que estagnação para 2026.
Não é um salto. É um passo. E, para quem vinha andando de lado, isso já conta.
💰 Investimento reage, mas a cautela segue no comando
A intenção de investimento também melhorou: subiu de 42,3 para 43,3 pontos, a terceira alta consecutiva em quatro meses. Ainda assim, o indicador permanece abaixo dos 45,1 pontos registrados no início de 2025.
Ou seja: o empresário voltou a planejar, mas a caneta ainda pesa antes de assinar.
🧠 O que os dados realmente dizem?
A leitura é menos sobre aceleração e mais sobre reorganização. O setor parece disposto a retomar decisões, calibrar riscos e se preparar para um ano que pode ser melhor — se as condições macro ajudarem.
A sondagem ouviu 295 empresas, sendo 114 de pequeno porte, 124 de médio porte e 57 de grande porte, entre 1º e 10 de dezembro de 2025. Um retrato amplo de um setor que começa a virar a página — ainda com cuidado.










