Fim da escala 6x1 pode encarecer imóveis, alerta Secovi-SP
- Redação Liga News
- há 40 minutos
- 2 min de leitura
Mercado imobiliário vê risco de aumento de preços com manutenção de salários e menos horas trabalhadas.

Três dias de descanso por semana. Soa como avanço civilizatório? Ou como gatilho inflacionário disfarçado?
Enquanto o Congresso discute o fim da escala 6x1 e a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais (com possibilidade de 40 horas nos bastidores), o setor imobiliário paulista já antecipa o impacto: os preços devem subir. E não pouco.
💰 Menos horas, mesmo salário. A matemática fecha?
A lógica defendida pela Secovi-SP é direta:
✔️ Reduz jornada
✔️ Mantém salário
✔️ Aumenta valor pago por hora
Resultado? Empresas que não conseguirem absorver mais contratações terão de repassar custos. E quando o custo sobe na base da cadeia produtiva (da obra ao fornecedor) o reflexo chega inevitavelmente ao consumidor.
“Empreiteiros terão de cruzar os braços por três dias”, afirma a entidade.“Fornecedores não poderão fazer entregas. O prazo e o custo final vão aumentar.”
A pergunta que ecoa nos bastidores do mercado é simples: Quem paga essa conta? Spoiler: dificilmente será o empresário.
🏢 O efeito dominó na construção
Na prática, a redução da jornada pode gerar:
📈 Obras mais longas
📦 Logística comprometida
🤖 Mais automação
🧾 Pressão sobre preços
Em um cenário de pleno emprego, a Secovi-SP também projeta outro efeito colateral: aumento da informalidade. Se contratar mais encarece demais, automatizar vira alternativa.
Menos pessoas no canteiro. Mais tecnologia substituindo mão de obra. Modernização inevitável? Ou reação defensiva ao custo trabalhista?
👛 E o trabalhador? Descanso ou “bico”?
Talvez o ponto mais sensível da análise esteja aqui. A entidade avalia que o trabalhador pode se encantar com três dias de folga.
Mas alerta: Com o custo de vida mais alto, muitos podem precisar fazer renda extra.
Ou seja: Menos horas formais.Mais horas informais. A ironia do sistema: a semana encurta no papel, mas pode alongar na prática.
📊 O debate é econômico (mas também político)
A proposta ainda tramita e pode sofrer ajustes. Nos bastidores, fala-se em 40 horas semanais como meio-termo.
Para a Secovi-SP, o tema merece debate amplo e técnico (e não urgência legislativa).
E aqui entra o ponto central: Reforma trabalhista é apenas uma discussão social.Mas seus efeitos são profundamente econômicos.
Impactam produtividade, custo, preço e competitividade.
🔎 O que está realmente em jogo?
Não é apenas a jornada. É a equação entre:
⚖️ Bem-estar social
💵 Sustentabilidade econômica
🏗️ Competitividade do setor produtivo
A construção civil opera com margens apertadas, ciclos longos e alta dependência de crédito.
Pequenas alterações na estrutura de custo geram impactos amplificados no preço final.
Se o tempo de obra aumenta, o custo financeiro aumenta. Se o custo financeiro aumenta, o preço do imóvel sobe. Simples. E implacável.
🧭 A grande pergunta
A redução da jornada é avanço social necessário ou medida com potencial inflacionário?
O mercado já escolheu seu lado. Agora, o Congresso decidirá qual modelo de semana de trabalho o Brasil quer (e quanto está disposto a pagar por ele.










