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FIIs batem recorde na B3: 3 mi de investidores e patrimônio de R$ 200 bi; veja o ranking

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    Redação Liga News
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura

Segmento bate três recordes simultâneos e consolida presença nas carteiras


FIIs batem recorde na B3: 3 mi de investidores e patrimônio de R$ 200 bi; veja o ranking

Janeiro não foi apenas mais um mês para os Fundos Imobiliários. Foi histórico. Pela primeira vez, o segmento atingiu três recordes simultâneos:

📌 Mais de 3 milhões de investidores

📌 R$ 200 bilhões em patrimônio

📌 R$ 537 milhões de volume médio diário


Tripla marca. No mesmo mês. Coincidência? Difícil. Isso é densidade de mercado.


📈 O investidor pessoa física virou protagonista

A base de cotistas chegou a 3,033 milhões. Um ano antes, eram 2,785 milhões.


Quem está puxando esse crescimento? A pessoa física. Hoje, ela responde por 72,9% do patrimônio alocado em FIIs.


Institucionais ficam com 21,6%.Estrangeiros, 4,2%. Ou seja: o investidor individual não apenas entrou (ele ficou). E ficou com peso relevante.


💰 R$ 200 bilhões e liquidez de gente grande

O patrimônio bateu R$ 200 bilhões, impulsionado por:

✔️ Valorização das cotas

✔️ Novos aportes

✔️ Retorno gradual do apetite por risco


No mercado à vista, janeiro movimentou R$ 11,3 bilhões. Foram cerca de 15 milhões de negócios. Liquidez, aqui, não é detalhe técnico.


É maturidade. Significa profundidade para entrar. E segurança para sair.


📊 O IFIX voltou ao radar

O termômetro do setor, o IFIX, avançou:


📈 +2,3% em janeiro

📈 +27,8% em 12 meses

📈 +21,33% em 2025 (maior alta desde 2019)


Depois de um período de juros altos e renda fixa dominando as carteiras, o movimento começa a mudar.


E aqui entra o personagem central dessa história: a Selic.


Com a taxa em 15% ao ano, a simples perspectiva de cortes em 2026 já está redefinindo a equação risco-retorno.


Quando a renda fixa perde protagonismo relativo, os FIIs ganham brilho novamente.


Distribuição recorrente + potencial de valorização. A combinação volta a seduzir.


🏬 Quem concentrou o volume?

Entre os fundos mais negociados de janeiro, destacam-se:


  • Capitânia Office (CPOF11) – R$ 41,2 milhões de ADTV

  • TRX Real Estate (TRXF11) – R$ 22,3 milhões

  • Kinea Rendimentos (KNCR11) – R$ 19,3 milhões

  • Maxi Renda (MXRF11) – R$ 19,2 milhões

  • BTG Pactual Logística (BTLG11) – R$ 18,9 milhões

  • XP Malls (XPML11) – R$ 15,3 milhões

  • Patria Log (HGLG11) – R$ 14,4 milhões


Não é apenas giro. É rotação estratégica.


🏛️ Institucional x pessoa física: um empate técnico

Na divisão do volume financeiro negociado:

✔️ Institucionais: 39,7%

✔️ Pessoa física: 39,0%

✔️ Estrangeiros: 17,8%


Equilíbrio raro. Quando diferentes perfis convivem com peso semelhante, o mercado amadurece.


Mais estratégias.

Mais horizonte de longo prazo.

Menos volatilidade impulsiva.


De complemento a núcleo de carteira

Com 434 fundos listados, cinco a mais que no mês anterior, os FIIs deixaram de ser acessório. Viraram peça estrutural.


O que antes era “um complemento para renda mensal” agora ocupa espaço relevante na estratégia patrimonial.


E o recado é claro: os FIIs não são mais nicho. São infraestrutura financeira.


📊 O que está por trás da virada?

Ciclo monetário. Expectativa de corte de juros. Busca por renda previsível. E uma geração de investidores mais confortável com risco moderado.


O mercado imobiliário via Bolsa ganhou profundidade. E profundidade, em finanças, significa permanência.


Janeiro pode ter sido histórico.


Mas talvez o mais relevante seja outra pergunta: estamos vendo apenas um pico, ou o início de um novo ciclo estrutural para os FIIs?

 
 
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