Construção civil recorre à geração prateada diante do apagão de mão de obra
- Redação Liga News

- 20 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Ocupação de trabalhadores acima de 60 anos cresceu quase 70% em 12 anos, com destaque para a construção civil, setor que enfrenta escassez de mão de obra qualificada.

De 2012 a 2024, o número de brasileiros com mais de 60 anos ocupados no mercado de trabalho saltou de 5,1 milhões para 8,6 milhões. Um avanço de 68,9% em 12 anos. Não é só sobre longevidade: com o custo de vida nas alturas, aposentadoria virou complemento – e não a renda principal. Resultado? Mais de 3,5 milhões de idosos voltaram à ativa.
🏗️ Canteiro de obras cinza
Na construção civil, onde a mão de obra qualificada anda em falta, a presença dos 60+ virou realidade. Segundo levantamento da FGV/Ibre, só em 2024, 21,2% dos novos ocupados acima de 60 anos estavam em funções ligadas à construção, mecânica e afins.
No campo dos serviços e comércio, a fatia foi ainda maior: 26,7%.Em cursos de capacitação para a construção, a cena se repete: 30% dos alunos já são 60+, de acordo com a assistente social Jaynna de Souza em entrevista para o Estadão.
🧓 Experiência ou preconceito?
Se a teoria diz que misturar gerações no mesmo time só traz benefícios, a prática ainda emperra. Uma pesquisa da Catho mostrou que 61% das empresas não têm programas de inclusão para profissionais acima de 50 anos.
E pior: 40% dos gestores admitem resistência em contratar ou desenvolver esses talentos. Ou seja: a experiência existe, mas o preconceito insiste.
🔎 O lado prático da crise
O que antes era visto como “força de trabalho aposentável” agora virou resposta para o apagão de mão de obra no setor. A equação é simples:
Jovens estão migrando para áreas digitais ou fora do país;
O número de engenheiros formados caiu nos últimos anos;
O setor precisa de quem esteja disposto a vestir o capacete.










