Faixa 4 impulsiona MCMV e setor vê ano "extremamente positivo"
- Redação Liga News

- 22 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Com orçamento recorde, novas faixas e ajustes regionais, o Minha Casa, Minha Vida volta a ser o principal motor da habitação e da construção civil no Brasil.

Até novembro, o Minha Casa, Minha Vida já financiou 678 mil unidades habitacionais no país. Faltam pouco mais de 20 mil contratos para igualar o recorde histórico de 2024. Considerando o ritmo, a pergunta não é se o recorde cai — é quando.
📊 Dinheiro não faltou. E isso muda tudo
O programa operou em 2025 com um orçamento perto de R$ 180 bilhões, o maior já destinado à habitação no Brasil. Na prática, isso significou previsibilidade, segurança para contratar e confiança para lançar. Resultado? Um setor que parou de pisar no freio.
Segundo Luiz França, presidente da Abrainc, esse volume de recursos permitiu acelerar contratações e antecipar metas: os 2 milhões de moradias previstos para quatro anos podem ser alcançados já em 2025, com chance de chegar a 3 milhões até o fim de 2026.
🏙️ São Paulo entrega o retrato do efeito MCMV
Na capital paulista, os números ajudam a contar a história. Em 12 meses até outubro, os lançamentos cresceram 41% e as vendas avançaram 10%, segundo o Secovi-SP. O SindusCon-SP não hesita em apontar o motor: o desempenho do mercado de baixa renda foi sustentado principalmente pelo Minha Casa, Minha Vida.
💬 “O programa voltou a ser o principal eixo da habitação de interesse social no país”, resume Yorki Estefan, presidente do sindicato.
🏠 Faixa 4: quando a classe média voltou ao jogo
Uma das viradas do ano foi o lançamento da Faixa 4, voltada a famílias com renda de até R$ 12 mil, juros de 10% ao ano e prazo de até 420 meses. Num cenário de Selic elevada e crédito caro, isso não foi detalhe: foi sobrevivência.
Para Eduardo Fischer, CEO da MRV&Co, manter parâmetros congelados é receita para exclusão. “Inflação existe, imóveis encarecem e a renda das famílias muda. Se o programa não acompanha, ele perde público”, diz.
📉 Juros altos apertam — ajustes destravam
A classe média vinha dependente quase exclusivamente da poupança, que ficou mais escassa e cara. A readequação do programa ajudou a destravar contratações justamente onde o mercado estava travado.
“O setor respondeu rápido, com novos lançamentos e crescimento consistente”, aponta Clausens Duarte, da CBIC.
🔧 Teto maior, mapa mais realista
Outro ajuste importante veio do Conselho Curador do FGTS, que aprovou a ampliação do teto de preço dos imóveis das faixas 1 e 2 a partir de 2026.Segundo Renato Correia, presidente da CBIC, a medida era necessária para viabilizar empreendimentos em capitais do Norte e Nordeste, onde os custos já não cabiam mais no modelo antigo.
🤝 Quando estados entram no jogo, o alcance cresce
O setor também destaca o avanço da integração entre programas federais e estaduais. Casa Paulista e CDHU em São Paulo, políticas próprias em Minas, Bahia, Pernambuco, Rio, além das COHABs no Sul e iniciativas complementares no Nordeste. O efeito é simples: mais alcance, mais capilaridade e famílias ainda mais vulneráveis atendidas.
Conclusão: o MCMV voltou a puxar o setor
2025 consolida um movimento claro: o Minha Casa, Minha Vida deixou de ser apenas política habitacional e voltou a ser instrumento de ritmo para a construção civil. Com orçamento, ajustes e coordenação, o programa mostra que, quando funciona, o mercado responde — rápido.
Agora, com recorde à vista, a pergunta inevitável é:
👉 o desafio em 2026 será crescer… ou sustentar?










