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R$ 42,8 milhões: por que uma única rua virou o endereço mais caro de São Paulo

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 3 minutos
  • 3 min de leitura

Demanda resiliente, imóveis maiores e menos crédito explicam por que o superluxo ignorou os juros e bateu recordes em São Paulo.


O que está por trás dos atrasos nas incorporadoras

Enquanto boa parte do mercado imobiliário ainda faz conta com a Selic na mão, o segmento de superluxo em São Paulo fechou 2025 quebrando recordes. E não foi por milagre econômico. Foi por demanda resiliente, menos crédito bancário e imóveis cada vez maiores.

O endereço mais caro da cidade? Não é avenida. Não é bairro inteiro. É uma rua.


A Frederic Chopin, no Jardim Europa, terminou o ano com tíquete médio de R$ 42,8 milhões por imóvel. Alta de 59% em um ano. Mais que o dobro da segunda colocada, a Magalhães de Castro, no Morumbi. Superluxo não sobe só porque valoriza. Sobe porque muda de escala.


Quando o imóvel cresce, o tíquete dispara

Segundo o Monitor de Vendas por Rua da Loft — com base em 119 mil transações, o que puxou os preços para cima não foi apenas valorização imobiliária tradicional. Foi mudança no mix.


Na Frederic Chopin, a área média dos imóveis vendidos saltou 42%, chegando a 1.128 m². Menos apartamentos. Mais mansões verticais.


Em bom português:

👉 não ficou mais caro apenas por metro quadrado.

👉 ficou mais caro porque ficou maior, mais exclusivo e mais raro.


Em outras ruas, o luxo é compacto (e caríssimo)

Se em algumas vias o jogo é metragem, em outras é escassez pura. A rua Atlântica, no Jardim Paulistano, lidera o ranking de preço do metro quadrado:R$ 46,3 mil/m², com alta de 29% em 12 meses.


Aqui, o recado é claro: mesmo imóveis menores seguem sendo disputados quando o endereço é premium.


🧠 O Jardim Europa segue mandando no jogo


Na sequência aparecem Jardim Paulistano, Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Moema, Morumbi e até Pinheiros, mostrando que o luxo começa a espalhar seus tentáculos, mas ainda gira em torno do mesmo eixo. Prestígio ainda importa. Mas já não resolve tudo.


💸 Juros altos? Não para esse público

Aqui está o verdadeiro descolamento do mercado. Com a Selic em patamar elevado, o superluxo seguiu aquecido porque simplesmente não depende de financiamento tradicional.


Executivos, empresários e compradores internacionais usam:

  • capital próprio

  • parcelamentos diretos

  • estruturas financeiras sob medida


Resultado?

📉 juros pesam pouco

📈 preço segue firme


⚠️ Nem todo endereço resiste: começa a seleção natural

Apesar dos saltos impressionantes — como:

  • +99% no tíquete médio da rua Groenlândia

  • +77% na Ibiapinópolis


Os dados mostram que nem todo imóvel sobrevive só com CEP nobre.


No Itaim Bibi, a rua Jorge Coelho viu:

  • tíquete médio cair 30%

  • preço do m² recuar 19%


No Jardim Europa, ruas tradicionais como Inglaterra e Mariana Corrêa perderam mais de 30% no valor do m².


📉 Tradução direta: endereço ajuda, mas projeto antigo, serviço defasado e padrão ultrapassado já não convencem.


2026: preços sustentáveis, mas sem perdão

A leitura do mercado é clara:

✔️ os preços do superluxo são sustentáveis

❌ mas não são automáticos


Quem não acompanhar:

  • novo padrão construtivo

  • serviços premium

  • experiência completa


Vai sentir correção. Mesmo nos bairros mais ricos da cidade.


📊 As 10 ruas mais valorizadas de SP em 2025 (preço do m²)

  • Rua Atlântica (Jd. Paulistano) — R$ 46.305/m² (+29%)

  • Rua Frederic Chopin (Jd. Europa) — R$ 37.973/m² (+12%)

  • Rua Primavera (Jd. Paulistano) — R$ 32.190/m² (+3%)

  • Rua Galeno de Revoredo (Itaim) — R$ 30.811/m² (-5%)

  • Rua Santa Cristina (Jd. Europa) — R$ 28.111/m² (+86%)

  • Praça Pereira Coutinho (V. Nova Conceição) — R$ 26.896/m² (+2%)

  • Av. Magalhães de Castro (Morumbi) — R$ 26.352/m² (+6%)

  • Rua Teviot (V. Nova Conceição) — R$ 25.871/m² (+35%)

  • Rua Carlos Millan (Jd. Europa) — R$ 25.658/m² (+24%)

  • Rua Prof. Artur Ramos (Jd. Europa) — R$ 25.556/m² (+31%)


Resumo Liga News: No superluxo, juros não mandam, crédito não trava e endereço sozinho não salva. Quem entrega produto impecável, segue vendendo. Quem vive só de nome, começa a ajustar o preço.

 
 
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