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Reforma trabalhista versão “construção”: o que o setor quer mudar

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 25 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
Setor pede mudanças na CLT e alinhamento com a reforma tributária para enfrentar informalidade, atrair jovens e preparar trabalhadores para tecnologias como IA e impressão 3D.

Reforma trabalhista versão “construção”: o que o setor quer mudar
Imagem: LigaNews.
A construção civil, que emprega 3 milhões de trabalhadores formais e convive com outros 5 milhões na informalidade, decidiu lançar um manifesto pela modernização da legislação trabalhista. O alvo? Adaptar as regras ao avanço da tecnologia e à reforma tributária, que só termina em 2033.

E não é pouca gente envolvida: assinam o texto Sinduscon-SP, Abrainc, CBIC, Secovi e Sintracon-SP. Traduzindo: empresários e sindicatos, juntos, pedindo mudanças.

📉 Informalidade é a pedra no sapato

O setor lembra que metade da sua força de trabalho ainda atua fora da formalidade. A culpa?

  • Carga tributária pesada na folha de pagamento
  • Concorrência de programas governamentais que acabam estimulando a informalidade
Ou seja: quem deveria gerar estabilidade acaba gerando desequilíbrio.

🤖 O canteiro do futuro já tem data

O manifesto projeta que, em 2033, o dia a dia da obra terá IA, impressão 3D, BIM, robótica, realidade virtual e IoT como ferramentas corriqueiras. Parece distante? Nem tanto. Para as construtoras, a revolução digital já começou — e a legislação está presa no passado.

🧑‍🏭 Qualificação ou apagão?

Se a tecnologia muda, o trabalhador também precisa mudar. As entidades defendem investimento urgente em capacitação: treinamento contínuo, novos currículos e políticas públicas que tornem o setor atrativo.

E aqui entra uma polêmica: a proposta de liberar jovens aprendizes nos canteiros de obras. Hoje, é proibido. A construção quer flexibilizar e formar a próxima geração na prática.

💰 Nova lógica de pagamento

Outro ponto: criar formas modernas de remuneração que valorizem produtividade e reduzam encargos. Exemplo: pagamentos por “tarefas” com tratamento fiscal diferenciado, o que poderia estimular a formalização sem sufocar empresas.

🏗️ Tributação no horizonte

Com a reforma tributária caminhando até 2033, o setor aposta que a não-cumulatividade plena será o empurrão para a industrialização da construção. Mas, sem gente qualificada, de nada adianta tecnologia de ponta.

🤔 E agora?

O tom do manifesto é claro: ou modernizamos as regras, ou a construção civil trava — justo num momento em que o país precisa de mais habitação, saneamento e infraestrutura.
Na prática, o setor está dizendo ao governo:

👉 Queremos produzir mais, melhor e com tecnologia.
👉 Mas precisamos de leis que não fiquem no século passado.

📢 O recado está dado: a construção civil quer reformar a própria reforma trabalhista. A pergunta é — o Congresso vai abrir espaço para esse tijolo na parede da legislação?


 
 
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