Governo planeja sprint de 1 milhão de unidades do MCMV em ano eleitoral
- Redação Liga News

- 10 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Meta habitacional prevê 1 milhão de contratos em 2025, mas obras dependem de orçamento, gestão e execução no canteiro.

Em ano eleitoral, o governo Lula decidiu apertar o acelerador: quer contratar 1 milhão de unidades do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em 2025 e chegar ao grande número para a propaganda de reeleição — 3 milhões até o fim de 2026.
Mas, para isso, o Ministério das Cidades precisou subir a marcha: a meta é saltar de 60 mil para 80 mil contratações mensais no próximo ano. É muita coisa? É. É possível? Depende — e esse “depende” é o que realmente importa.
Entrega não é contratação e o setor sabe muito bem disso
A entrega das obras, porém, depende de uma série de fatores e não necessariamente ocorrerá no ano que vem.
Até 2026, Lula deve aparecer em palanques para cortar fitas de cerca de 40 mil novas unidades da Faixa 1, parte das 172 mil que já estão em execução.
Essa é a faixa mais sensível — famílias que não conseguem assumir financiamento nenhum. E onde está concentrado o bolo de recursos: R$ 22,5 bilhões reservados, sendo R$ 5,5 bilhões só no Orçamento de 2026.
🏦 “Não vai faltar recurso”: o recado ao mercado
Quem dá a palavra é Jader Filho — ainda ministro das Cidades, mas não por muito tempo:
“As pessoas podem fazer contratações porque não vai haver falta de recursos.”
O discurso é claro: confiança. O objetivo é não deixar incorporadoras, construtoras e bancos na dúvida. Afinal, ninguém acelera contratação sem garantia de funding.
E funding tem: R$ 144 bilhões do FGTS carimbados para o programa em 2026.
Mas tem também um detalhe relevante: Jader deixa o ministério em março para disputar vaga de deputado. Ou seja, vai para a campanha dizendo que “tomou gosto pela política” e levando no currículo a vitrine de um programa de milhões.
🏘️ Classe média, chega mais: a faixa esquecida virou prioridade
Lula quer expandir o MCMV para a classe média. E os números desta faixa também vão subir: de 6 mil para 10 mil contratações mensais. O objetivo final? 120 mil unidades contratadas em 2026.
É o governo dialogando com um eleitorado que paga boleto, tenta financiamento e quer juros que não matem o orçamento.










