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Disputa na Gafisa esquenta: L4 busca liminar para impedir influência de credores na AGE

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

A poucos dias de uma assembleia decisiva, a L4 Capital tenta impedir que credores convertidos em acionistas influenciem a votação que pode mudar a governança e a estratégia da Gafisa.


Disputa na Gafisa esquenta: L4 busca liminar para impedir influência de credores na AGE

A crise da Gafisa ganhou um novo ingrediente: uma guerra pelo comando da companhia.

De um lado, a gestora ativista L4 Capital, liderada por Hugo Queiroz.


Do outro, credores que podem se tornar acionistas relevantes por meio da conversão de dívidas em ações.


No centro da disputa está uma assembleia marcada para 1º de julho, que pode redefinir a governança da incorporadora.


E talvez seu futuro.


💸 Uma empresa que vale R$ 25 milhões... e tenta captar até R$ 250 milhões


A matemática da Gafisa chama atenção.


Enquanto a companhia vale cerca de R$ 25 milhões na Bolsa, seu aumento de capital pode movimentar entre R$ 110 milhões e R$ 250 milhões.


O problema?


A maior parte desse dinheiro não virá dos acionistas atuais.


Virá da conversão de dívidas.


E isso pode mudar completamente quem manda na empresa.


👀 O fantasma que preocupa a L4


Entre os credores aparece um nome conhecido do mercado: Nelson Tanure.


O empresário já tem ligação com a Gafisa por meio de fundos que controlam cerca de 19% da companhia e também possui debêntures da incorporadora.


A preocupação da L4 é simples: se os credores entrarem como acionistas antes da assembleia, a correlação de forças muda.


E junto com ela, o resultado da votação.


Por isso, a gestora quer estabelecer uma data de corte para definir quem poderá votar.


A companhia rejeitou o pedido.


Agora, a disputa deve migrar para a Justiça.


"Os credores não têm direito de discutir governança nesse momento da assembleia", afirmou Hugo Queiroz ao Estadão Broadcast.


🏢 A briga é pelo conselho


A L4 não esconde sua intenção.


O grupo quer ampliar o conselho de administração de três para cinco membros, indicar novos representantes e substituir integralmente o conselho fiscal.


O argumento é conhecido dos investidores que acompanham a companhia:


📉 queda de lançamentos

📉 receita menor

📉 margens pressionadas

📉 prejuízos recorrentes

📉 ações que perderam mais de 90% do valor nos últimos 12 meses


Para a gestora, o problema deixou de ser apenas operacional.


Virou uma questão de governança.


🔄 Mudar a estratégia ou insistir no plano atual?


A disputa também envolve visões diferentes sobre o futuro da empresa.


Nos últimos anos, a Gafisa concentrou esforços no segmento de alto padrão e luxo.


A L4 acredita que a companhia deveria rever essa rota.


A proposta inclui vender terrenos considerados não estratégicos em São Paulo e Rio de Janeiro e buscar oportunidades em mercados onde a marca Gafisa ainda possui força, mas a concorrência é menor.


"Hoje a Gafisa compete com empresas como JHSF, Even e Lindenberg. Queremos explorar regiões onde existam oportunidades e terrenos mais baratos", afirmou Queiroz.


🚨 O verdadeiro desafio continua sendo a dívida


Por trás da disputa societária existe um problema muito mais urgente.


A Gafisa encerrou o período com R$ 1,6 bilhão em dívidas e apenas R$ 306 milhões em caixa.


Mais de 80% desse passivo vence entre este ano e o próximo.


A administração, liderada por Luis Ortiz, aposta na entrega de empreendimentos e no repasse de clientes para reduzir o endividamento.


A expectativa é cortar quase metade da dívida até o fim do ano.


Mas o mercado parece estar olhando para outra pergunta: a Gafisa precisa apenas de mais tempo... ou precisa de uma mudança profunda na forma como é administrada?



Fonte: Estadão Broadcast. Entrevistas com Hugo Queiroz (L4 Capital) e declarações de Luis Ortiz, presidente da Gafisa.

 
 
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