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Gafisa entra na mira de minoritários após queda de quase 80% em 2026

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    Redação Liga News
  • há 8 minutos
  • 2 min de leitura

Grupo liderado por Hugo Queiroz quer trocar conselho fiscal, ampliar influência na gestão da Gafisa e pressionar por mudanças após anos de perdas e destruição de valor na Bolsa.


Gafisa entra na mira de minoritários após queda de quase 80% em 2026

A crise da Gafisa ganhou um novo capítulo. E, dessa vez, vindo de dentro de casa.

Depois de anos de prejuízos, aumento da alavancagem e destruição de valor na Bolsa, acionistas minoritários resolveram subir o tom contra a atual governança da companhia.


O grupo (liderado pela L4 Capital) reúne pouco mais de 8% do capital votante e pediu a convocação de uma AGE para mexer diretamente no comando da incorporadora.


Sim, os minoritários querem sentar na mesa do poder.


Segundo apuração do Money Times em parceria com o Seu Dinheiro, a ofensiva inclui:


• Destituição do conselho fiscal recém-eleito

• Ampliação do conselho de administração

• Entrada de novos nomes alinhados aos minoritários


A empresa aumentou o risco, teve uma operação muito ruim e não entregou nada. Isso desvalorizou brutalmente o patrimônio dos investidores”, afirmou Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, em entrevista ao Money Times/Seu Dinheiro.


📉 A Bolsa virou retrato da crise.


As ações da Gafisa acumulam queda próxima de 80% em 2026. Desde o IPO? A destruição supera 99% do valor de mercado na B3.


Poucas incorporadoras carregam uma trajetória tão simbólica de perda de confiança do mercado.


E o estopim parece ter vindo após a AGO de maio.


Os minoritários alegam que havia um canal de diálogo em andamento com a companhia — inclusive com reunião marcada. Mas, antes disso, o conselho fiscal acabou eleito de maneira acelerada.


A regra permite, mas foi feito de uma maneira não representativa”, disse Queiroz ao Money Times/Seu Dinheiro.


🧮 Os números ajudam a explicar o desconforto.


Segundo carta enviada pelos investidores:


• Receita líquida caiu de cerca de R$ 700 milhões para R$ 500 milhões

• Margens prometidas para o alto padrão ficaram travadas perto de 30%

• A alavancagem saltou de 39% para cerca de 83% do patrimônio líquido


Traduzindo?


Mais dívida.

Menos eficiência.

E um mercado cada vez menos paciente.


Mas o ponto curioso é outro: os minoritários dizem que ainda acreditam na empresa.


A tese da L4 Capital é que a Gafisa continua com ativos relevantes, marca forte e projetos bem posicionados em mercados estratégicos como São Paulo e Rio de Janeiro.


O problema, segundo eles, não estaria no landbank.


Estaria na execução. E na governança.


🏗️ O plano defendido pelo grupo passa por uma Gafisa mais enxuta.


Menos volume.

Mais disciplina financeira.

Mais foco em regiões resilientes — como agronegócio no Centro-Oeste e luxo litorâneo em Santa Catarina.


A estratégia também prevê venda de ativos para geração imediata de caixa.


“Permanecendo do jeito que está ali, dificilmente a empresa consegue sobreviver”, afirmou Hugo Queiroz ao Money Times/Seu Dinheiro.


Nos bastidores do mercado, a movimentação levanta uma discussão cada vez mais frequente no setor:


Até onde vai a paciência dos investidores com incorporadoras que perderam capacidade de execução? 👀

 
 
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