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Airbnb, vacância e burocracia: por que as fachadas ativas não funcionaram em SP

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 28 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura
Mesmo com incentivos do Plano Diretor de 2014, 80% dos térreos de novos prédios continuam vazios em bairros como Rebouças, Ibirapuera e Vila Mariana.

Airbnb, vacância e burocracia: por que as fachadas ativas não funcionaram em SP
Após o Plano Diretor estimular fachadas ativas em SP, a maioria dos térreos segue vazia.
Depois de 2016, os empreendimentos com fachadas ativas se multiplicaram. Hoje, já são quase 300 projetos, o que representa 20% dos lançamentos recentes. Em bairros como Santa Cecília, Perdizes e Vila Madalena, a ideia até pegou: academias, bares, clínicas e cafés começaram a ocupar os térreos.

Mas a boa notícia para por aí. Em outras regiões, os números são desanimadores: 60% de vacância na Rebouças, 70% no Ibirapuera e 80% na Vila Mariana.

🛒 Comércio em apuros

Se o Plano Diretor apostava em vitalidade urbana, esqueceu de combinar com a realidade. O comércio de rua vem perdendo espaço para e-commerce, delivery, shoppings e até camelôs. E quando existe espaço, muitos projetos foram mal planejados: lojas escondidas, áreas engessadas e preços de aluguel fora da realidade do comércio de bairro.

Resultado? Costureiras, chaveiros e padarias, os negócios que fazem a vida acontecer na calçada, não conseguem pagar para estar ali.

🏢 Gestão que atrapalha

Outro problema é interno: muitos condomínios não querem se incomodar com gestão de aluguel ou simplesmente não gostam da ideia de abrir o térreo. Preferem deixá-lo vazio, ainda que o prédio tenha recebido benefícios urbanísticos para justamente ativar a rua.

🚶 O vazio das ruas

A raiz do problema, porém, está na própria promessa do Plano Diretor. A lógica era simples: mais adensamento nos eixos de transporte = mais gente andando a pé = mais comércio funcionando. Só que não aconteceu.

Muitos dos apartamentos pequenos foram parar nas mãos de investidores e estão vazios ou no Airbnb. E, para piorar, 20% dos novos empreendimentos estão sob investigação por usar incentivos de habitação popular para vender a públicos de maior renda.

Menos gente morando = menos gente consumindo = térreos desertos.

🏗️ 2029 bate à porta

Com o novo Plano Diretor a ser discutido em 2029, os dados mostram o abismo entre a cidade planejada e a cidade real. O sonho da fachada ativa ainda pode ser resgatado, mas não sem uma revisão séria das regras e, principalmente, investimento no espaço público.
 
 
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