Por que as grandes cidades do Brasil precisam de mais adensamento urbano
- Redação Liga News

- 21 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Cidades brasileiras cresceram espalhadas e ineficientes. Entenda como o adensamento urbano pode ser a chave para reduzir trânsito, custos e melhorar a qualidade de vida.

🏙️ O Brasil precisa olhar pra cima (e não só pros lados). Vamos ser sinceros. As grandes cidades brasileiras cresceram errado. Ao invés de se organizarem pra dentro, se espalharam pra onde deu.
Resultado? Aquele combo que todo mundo conhece: trânsito infernal, longas distâncias, mais custo e uma cidade que funciona mal.
E o pior: a gente ainda carrega uma certa resistência a um conceito que poderia resolver boa parte desse problema — adensamento urbano.
Mas calma... Antes de torcer o nariz, vale entender do que estamos falando.
🤔 Adensar não é apertar. É organizar. Adensamento não significa simplesmente encher a cidade de prédios.
A proposta é outra: permitir que mais pessoas vivam onde já tem infraestrutura, transporte, comércio e serviço funcionando. Ou seja, criar cidades onde dá pra trabalhar, estudar, cuidar da vida e... viver — tudo perto.
Faz sentido, né? Mas a história não foi bem assim.
🚗 Como chegamos até aqui? O Brasil importou, lá no século passado, um modelo urbano bem duvidoso. Um urbanismo que separa funções: aqui você mora, lá você trabalha, acolá você compra... e no meio disso tudo, você dirige.
E aí deu no que deu:
Cidades que obrigam todo mundo a ter carro.
Trânsito que custa, por ano, R$ 267 bilhões à economia brasileira (segundo a CNI).
Pessoas que gastam, em média, quase 2 horas por dia no deslocamento em metrópoles como São Paulo e Rio.
E sabe o que é mais irônico? Mesmo assim, parte dos bairros continua com leis que impedem mais moradias.
🏙️ Mais gente onde já tem tudo = menos problema. O conceito é simples. Se mais gente mora perto do transporte público, dos serviços e dos empregos, todo mundo ganha.
O transporte coletivo funciona melhor.
O comércio local bomba.
Menos gente precisa de carro.
E a cidade fica mais sustentável.










