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A nova fase da Cury: menos lançamentos, mais margem

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 29 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
Construtora prevê até R$ 9,5 bilhões em lançamentos e prioriza margens, geração de caixa e dividendos extraordinários em meio à possível taxação de rendimentos.

A nova fase da Cury: menos lançamentos, mais margem

O próximo ano deve marcar uma virada na trajetória da Cury. Segundo relatório do Santander, o pipeline de lançamentos deve chegar entre R$ 9 bilhões e R$ 9,5 bilhões em VGV, alta de até 11,8% sobre os R$ 8,5 bilhões esperados para 2025.


Nada mal para uma companhia que, entre janeiro e setembro, já vendeu R$ 6,2 bilhões em unidades, crescendo 30,7% em relação ao mesmo período de 2024.


E o melhor mês do ano? Setembro. Mas, diferente dos últimos trimestres, a empresa decidiu desacelerar os lançamentos novos e focar na venda de estoque, preparando o terreno para um primeiro semestre mais agressivo em 2026.


🧮 Crescimento menos vistoso — e mais rentável

A palavra da vez na Cury é “maturidade”. Segundo a gestão, a companhia entra agora em uma fase de crescimento mais previsível, em que os grandes saltos de volume dão espaço para avanços financeiros: margens, rentabilidade e geração de caixa.


O Santander concorda. O banco vê espaço para expansão até 2027, mas sem repetir o ritmo acelerado do ciclo 2018–2025.


💰 Caixa robusto e olho nos dividendos

Falando em caixa, o número impressiona: R$ 513 milhões gerados nos últimos 12 meses. Esse desempenho coloca a Cury entre as poucas do setor capazes de manter disciplina de capital e, ainda assim, pensar em dividendos extraordinários.


Aliás, a companhia pode distribuir até R$ 200 milhões ainda este ano — uma jogada para se antecipar à possível taxação de dividendos prevista para 2026.


A proposta, já aprovada na Câmara, prevê 10% de Imposto de Renda sobre lucros e dividendos acima de R$ 50 mil mensais, mas ainda aguarda o Senado.


Outras construtoras — como a Direcional — também estudam antecipar pagamentos.Mas o CFO da Cury prefere cautela: quer entender primeiro como a lei será interpretada antes de definir o movimento.


🏦 E se o pagamento for aos poucos?

Mesmo que o repasse seja diluído ao longo dos próximos anos, o Santander calcula um potencial total de até R$ 500 milhões em dividendos.Nada mal para quem quer equilibrar crescimento, rentabilidade e uma base de acionistas cada vez mais atenta ao fluxo de caixa.


📈 O veredito do mercado

O Santander mantém recomendação de compra para as ações da Cury (CURY3), com preço-alvo de R$ 44 — um upside de 30% sobre o fechamento de ontem.


Ou seja: a fase “madura” da Cury pode não ser a mais explosiva em volume…Mas promete ser a mais rentável de sua história.

 
 
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