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Brasil já soma 140 arranha-céus acima de 100m e 22 podem ultrapassar 200m

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 11 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Do litoral catarinense ao centro de São Paulo, a construção de arranha-céus redefine o skyline brasileiro e transforma a vista em ativo imobiliário.

Brasil já soma 140 arranha-céus acima de 100m e 22 podem ultrapassar 200m
Imagem: Freepik.
O Brasil já soma mais de 140 projetos de arranha-céus acima de 100 metros, segundo o CTBUH. E metade deles ultrapassa os 150 m. Se antes a exclusividade era de Balneário Camboriú, hoje os gigantes se espalham por São Paulo, Goiás, Ceará e Mato Grosso.

E o futuro? O Senna Tower, em Camboriú, pode chegar a 544 metros em 2032 — quase sete vezes a altura média dos prédios residenciais no país (80 m). É ou não é um salto de escala?

📐 O jogo das regras urbanas

Por trás da verticalização, não há só vaidade arquitetônica. O empurrão veio de mudanças nos planos diretores. A partir de 2016, coeficientes de aproveitamento saltaram, permitindo construir até 7x a área do terreno (sem contar garagens e terraços). Resultado: ficou rentável mirar para cima.

Em São Paulo, a equação é simples: terreno caro + demanda de alta renda = prédios cada vez mais altos, com vista valorizada como ativo imobiliário.

🌍 O know-how importado (e exportado)

Boa parte da técnica vem de fora: Emirados Árabes e Cingapura servem de inspiração. Mas empresas brasileiras já criam expertise própria, exportando conhecimento. Mesmo assim, os arranha-céus daqui ainda enfrentam desconfiança: não da engenharia, mas do público.

🤔 O paradoxo brasileiro

Gustavo Favaron, presidente do GRI Institute, sintetiza bem a contradição: “O brasileiro vai a Dubai, se deslumbra com torres de 300 metros. Caminha pela Europa, elogia ciclovias e calçadas largas. Mas volta pra cá e diz que prédio alto não funciona, que ciclovia atrapalha, que nada é viável.”

Ou seja: inovação lá fora é orgulho, aqui dentro vira problema.

💸 Quem compra o horizonte?

Historicamente, arranha-céu era sinônimo de luxo inalcançável. Mas com a massificação do crédito imobiliário nos anos 2000, o cenário mudou. Agora, os supertalls brasileiros voltam a ser território da alta renda, com foco em vista definitiva: seja para o mar de Camboriú ou para os Jardins em São Paulo.

No fim, a conta fecha porque o consumidor paga o preço. E paga caro: apartamentos com vista podem valer até 30% a mais.

🎯 O que está em jogo

A corrida pelos arranha-céus no Brasil é menos sobre altura e mais sobre status, cultura e aceitação social. O desafio? Convencer que inovação não precisa ser importada para ser valorizada. Afinal, o skyline brasileiro já começa a disputar espaço no mapa global.
 
 
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