Bairros só residenciais estão ultrapassados, diz criador da ideia de cidade de 15 minutos
- Redação Liga News

- 15 de mai. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de mai. de 2025
Carlos Moreno defende que proximidade deve ser vista como virtude e que bairros exclusivamente residenciais já não atendem às necessidades humanas.

O que é essencial para uma cidade de 15 minutos? Para Carlos Moreno, o essencial é considerar que as longas distâncias viraram um vício e que a proximidade pode e deve ser uma virtude.
Isso significa criar espaços públicos para as pessoas, comércios de bairro, serviços de saúde e educação, locais de trabalho descentralizados, locais para compras.
Por que isso importa? A pandemia de Covid mostrou que podemos trabalhar de outra forma, que a proximidade favorece vínculos afetivos, solidariedade, laços de vizinhança, combate à solidão e à depressão.
Hoje, a cidade perdeu sua humanidade. A proximidade humaniza. É esse o objetivo: mudar o modelo de negócios para criar outro, mais humano.
E, na América Latina, como estamos? A América Latina carrega uma herança normativa funcionalista da Carta de Atenas, do Le Corbusier (1887-1965), do pós-guerra — e também do peso do lobby da indústria automobilística, que foi terrível.
“Um lobby terrível porque, ao favorecer o zoneamento 100% residencial, criou a dependência do automóvel”.
É possível mudar? “Sim acho que o exemplo do microcentro de Buenos Aires é ilustrativo. Até a pandemia, era 100% corporativo. Depois da pandemia, esse modelo de negócios colapsou, perdeu seu público, e o código urbanístico da área foi alterado para permitir o uso misto no centro corporativo”.
Ou seja, o contrário também é verdadeiro: não podemos continuar favorecendo zonas exclusivamente residenciais ou exclusivamente empresariais.











