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IA assina o novo projeto da Vitacon (e deve virar regra)

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 1 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Incorporadora estreia edifício na Vila Mariana projetado com IA e promete aplicar o modelo em todos os futuros empreendimentos.

Lançamento da Vitacon na Vila Mariana feito com auxílio de ferramentas de inteligência artificial — Foto: Reprodução.
Lançamento da Vitacon na Vila Mariana feito com auxílio de ferramentas de inteligência artificial — Foto: Reprodução.
A Vitacon estreia nesta semana, na Vila Mariana, o que chama de seu primeiro projeto desenvolvido com inteligência artificial.

O empreendimento — que terá 700 studios entre 18 e 33 m² e VGV de R$ 350 milhões — foi concebido junto ao escritório nova-iorquino HWKN e marca um ponto de virada:

“A partir daqui, todos os nossos projetos terão IA desde a concepção”, garante Alexandre Frankel, fundador da Vitacon e CEO da Housi.

A incorporadora, uma das grandes impulsionadoras dos studios em São Paulo, mira R$ 2,3 bilhões em lançamentos em 2025.

🧠 Não é só fachada: IA desenha do terreno à academia

Diferente do uso “superficial” da IA — tipo pedir que gere a fachada de um prédio “para público de 35 a 40 anos” — a Vitacon afirma ter levado o algoritmo ao centro do negócio.

Foram simulados milhares de projetos para chegar à melhor configuração do terreno, das áreas comuns e do público-alvo, explica Frankel.

A IA ajudou a projetar, por exemplo, uma academia maior e com espaço ao ar livre, antecipando uma demanda que deve crescer nas próximas décadas.

Valter Caldana, professor do Mackenzie, aponta que o impacto real da IA está justamente aí: em rodar infinitas simulações em minutos, acessando bancos de dados enormes para projetar custo, desempenho e longevidade — o que levaria anos se feito manualmente.

🏗️ Um setor ainda “analógico”

Para Frankel, o mercado imobiliário ainda toma decisões baseado em pouca informação e pesquisas rasas. A IA, diz ele, muda o jogo e pode ajudar até pequenas construtoras a ter acesso a esse tipo de análise.

Mas nada disso substitui arquitetos: a Vitacon também trabalhou com um escritório local para “tropicalizar” o projeto, encaixar nas regras paulistanas e garantir o resultado final. “É uma collab”, resume o executivo.

Enquanto isso, empresas como a Graphisoft já integram IA a softwares de arquitetura, encurtando o caminho da criatividade ao desenho técnico — e sinalizam que esse movimento deve ficar cada vez mais indissociável do dia a dia do setor.
 
 
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