Falta mão de obra? A Tenda decidiu transformar obra em linha de montagem
- Redação Liga News
- há 20 minutos
- 2 min de leitura
Construtora aplica conceitos da indústria automotiva nos canteiros, aposta em padronização e kits pré-fabricados para aumentar produtividade e reduzir dependência de mão de obra.

A escassez de trabalhadores na construção civil — somada ao debate sobre mudanças na jornada de trabalho, como o possível fim da escala 6x1 — tem pressionado um setor historicamente intensivo em mão de obra.
A resposta da Construtora Tenda veio de outro setor: a indústria automotiva.
Segundo reportagem da Exame, a companhia passou a aplicar conceitos inspirados no sistema produtivo da Toyota, transformando obras em processos mais próximos de uma linha de montagem.
🏭 Construção com lógica industrial
O modelo divide a obra em macroetapas com equipes dedicadas.
“O que fizemos foi separar o processo construtivo em macroetapas. Cada uma dessas etapas trabalha com times dedicados”, explicou Luiz Mauricio de Garcia Paula, em entrevista à Exame.
Cada equipe repete a mesma atividade (estrutura, cerâmica ou hidráulica) aumentando produtividade e reduzindo erros.
🔌 Kits prontos para instalar
Outro pilar do modelo são kits pré-fabricados. Instalações elétricas e hidráulicas chegam ao canteiro cortadas e organizadas, prontas para instalação — um sistema quase plug and play.
👷 Menos dependência de mão de obra
Segundo a empresa, o modelo ajuda a enfrentar a escassez de trabalhadores. O peso da mão de obra no custo de construção da Tenda fica entre 5 e 10 pontos percentuais abaixo da média do setor.
Já quando o padrão não é seguido, como ocorreu em projetos da Alea com empreiteiros externos, os custos chegaram a ficar até 30% acima do previsto.
📊 No fim, a experiência levanta uma provocação para o setor: o problema da construção civil é falta de trabalhadores… ou falta de industrialização das obras?










