top of page

Condomínios com HIS e alto padrão divididos por lazer e portaria viram foco de disputa em SP

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Lavvi, SDI e Diálogo admitiram modelos com áreas separadas para HIS e alto padrão, enquanto a Prefeitura de São Paulo tenta restringir os chamados subcondomínios.


Condomínios com HIS e alto padrão divididos por lazer e portaria viram foco de disputa em SP

Condomínio misto… ou segregação gourmetizada?

A discussão dos “subcondomínios” virou um dos temas mais delicados do mercado imobiliário paulistano.


Na prática?


Empreendimentos novos estão separando moradores de HIS/HMP dos apartamentos de maior renda com:


👉 portarias diferentes

👉 áreas de lazer separadas

👉 acessos independentes

👉 e até estruturas distintas dentro do mesmo terreno


Tudo isso dentro de projetos aprovados com incentivos públicos para habitação popular.


⚖️ O mercado diz: “é legal”


A Prefeitura de São Paulo começou a restringir novos alvarás desse modelo. E o mercado reagiu rápido.


Secovi-SP e ABRAINC afirmam que os subcondomínios têm respaldo legal e representam uma prática consolidada.


Para Rodrigo Bicalho, a interpretação da Prefeitura pode até inviabilizar projetos mistos:

“Praticamente inviabiliza condomínios mistos.”


O argumento das incorporadoras é pragmático: sem separação de lazer e estrutura, o custo condominial para famílias de baixa renda pode disparar.


🏗️ O HIS virou “moeda urbanística”?


A crítica mais dura talvez venha da academia.


Bianca Tavolari resume o modelo de forma quase brutal: “É quase como se o HIS fosse o fardo que se carrega para fazer outras coisas.


A lógica funciona assim: ao incluir HIS e HMP no projeto, incorporadoras ganham incentivos urbanísticos:


📈 mais altura

📈 mais área construída

📈 desconto em taxas

📈 mais flexibilidade no projeto


Resultado?


Microapartamentos populares acabam viabilizando grandes empreendimentos de média e alta renda.


🏊 Piscina para uns. Academia compacta para outros.


A CPI da HIS escancarou algo que o mercado já conhecia nos bastidores.


Ralph Horn admitiu que a Lavvi utiliza subcondomínios.


No empreendimento Soleil, na Chácara Klabin:


👉 área premium com piscina e quadra de tênis

👉 área HMP com academia compacta


Segundo Horn: “A estrutura de lazer é separada, compatível com o custo de condomínio que ele pode aguentar.


A mesma lógica foi defendida por Guilherme Sallum Nahas, da Diálogo Engenharia.


Já Dario de Abreu Pereira Neto, sócio-diretor da SDI Desenvolvimento Imobiliário, confirmou projetos com subcondomínios em bairros como Pinheiros e Jardins.


🏛️ Prefeitura endurece discurso


A gestão de Ricardo Nunes afirma que áreas comuns devem permanecer acessíveis a todos os moradores em parte dos projetos.


E foi além. Divisões físicas internas podem gerar:


⚠️ suspensão de licença

⚠️ cassação de alvarás

⚠️ descaracterização do projeto aprovado


Enquanto isso, o relatório final da CPI classificou o modelo como um mecanismo indireto de “segregação socioeconômica”.


🎯 A leitura final


O debate vai muito além da arquitetura. Ele toca num ponto sensível da cidade:


👉 habitação popular serve para inclusão urbana…ou virou ferramenta para viabilizar empreendimentos mais rentáveis?


Porque São Paulo talvez esteja criando um novo tipo de condomínio: o da segregação legalizada com matrícula única e realidades completamente diferentes.



🗞️ Com informações e entrevistas à Folha de S.Paulo.

 
 
Logo do LigaNews

Construa seu dia com o que realmente impacta a construção civil. 

Notícias da LigaNews no seu email

© Construliga 2025. Todos os direitos reservados. Termos de Uso.

  • Whatsapp
  • Instagram
  • Facebook
  • LinkedIn
  • Threads
bottom of page