Construção puxa 10% dos novos empregos no país
- Redação Liga News

- 3 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Mesmo com 23 mil novos empregos e avanço de 0,78% em setembro, o setor ainda caminha com cautela: o impulso vem das obras do MCMV e da infraestrutura.

A indústria da construção criou 23.855 novos empregos em setembro, alta de 0,78% sobre agosto.Nos primeiros nove meses de 2025, o saldo chega a +218 mil trabalhadores com carteira assinada, um avanço de 7,64% no ano — e 95 mil novas vagas nos últimos 12 meses.
Parece um cenário de retomada, certo? Mas o setor ainda prefere a cautela ao entusiasmo.
💼 Um em cada dez novos empregos veio dos canteiros
O Brasil abriu 213 mil empregos formais em setembro, segundo o Novo Caged. E a construção foi responsável por 10,9% deles — um em cada dez novos postos de trabalho.
Mesmo assim, o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, evita falar em “novo ciclo de crescimento”.Segundo ele, o aumento está concentrado em regiões com novas obras do Minha Casa, Minha Vida e infraestrutura pública ou privada.
“A percepção é de que a construção não está entrando em um novo ciclo”, resume.
🏙️ Um setor que emprega, mas não decola
A construção ficou em 4º lugar na geração de empregos no mês:
1️⃣ Serviços (+106.606)
2️⃣ Indústria (+43.095)
3️⃣ Comércio (+36.289)
4️⃣ Construção (+23.855)
5️⃣ Agropecuária (+3.167)
Em outras palavras: o setor ajuda a manter o país de pé, mas não lidera a retomada.
🏘️ Imobiliárias também criam, mas em ritmo leve
Dentro do setor de serviços, as atividades imobiliárias (como incorporação) abriram 574 vagas em setembro (+0,28%).No acumulado do ano, já são +7.116 empregos formais, e +7.093 em 12 meses — crescimentos na casa dos 3,5%.
Ou seja: o tijolo ainda sustenta o PIB, mas não tem dado saltos espetaculares.
🌎 Onde o emprego está crescendo
No fim de setembro, a construção somava 3,07 milhões de trabalhadores com carteira assinada.Os Estados com maior saldo positivo no mês:
São Paulo: +4.059
Bahia: +2.540
Pernambuco: +2.354
Ceará: +2.334
Rio de Janeiro: +1.809
Pará: +1.598
Minas Gerais: +1.092
Rio Grande do Sul: +1.009
Enquanto isso, Amapá, Roraima e o Distrito Federal registraram saldo negativo — um lembrete de que o “aquecimento” ainda é desigual.
📉 O emprego sobe, mas o humor segue morno
Os números mostram um setor relevante, com fôlego para empregar e sustentar economias locais.Mas ainda falta o ingrediente que transformaria o avanço pontual em tendência: confiança de longo prazo.
Enquanto isso, o canteiro segue ativo — mas o setor, desconfiado. Cresce, mas de capacete na mão.










