Confiança da construção reage e bate recorde pós-julho, aponta FGV
- Redação Liga News

- 25 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
A confiança da construção cresce 1 ponto em novembro e atinge 92,6, o maior nível desde julho, segundo a FGV, mesmo com queda no uso da capacidade.

O Índice de Confiança da Construção (ICST), da FGV, subiu 1 ponto em novembro e chegou a 92,6 — o maior patamar desde julho. Boa notícia? Sim. Suficiente? Ainda não.
Depois de uma queda em outubro, o setor ensaia uma recuperação movida, principalmente, pelo otimismo com os próximos meses. Mas, como a própria FGV sugere, estamos mais diante de um “suspiro” do que de uma arrancada.
🔍 O que puxou a confiança para cima?
O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 0,6 ponto, para 92,5. Já o Índice de Expectativas (IE-CST) subiu 1,5 ponto, para 93,0 — a maior contribuição do mês.
Ou seja: a fotografia do presente ainda é moderada, mas o “filme do futuro” ganhou nitidez.
📌 Negócios agora: +1,5 ponto, chegando a 92,9
📌 Demanda prevista (próximos 3 meses): +1,4 ponto, alcançando 94,5
É como se o setor estivesse dizendo: “Hoje está ok… mas amanhã pode ficar melhor.”
🏗️ Confiança sobe, mas máquinas param: o paradoxo do mês
Aqui entra o ponto curioso da pesquisa: Enquanto a confiança melhora, o Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) cai 2,4 p.p., para 77,6%.
E não foi uma queda isolada:
Mão de obra: caiu 2,8 p.p., para 78,9%
Máquinas e equipamentos: caiu 1,2 p.p., para 73,0%
A explicação mais provável: o setor ainda enfrenta um ajuste entre demanda real e a demanda esperada. Empresas pisam leve agora, esperando acelerar no início de 2026.
O retrato de novembro: otimismo cauteloso
Foram 701 empresas consultadas entre 1 e 19 de novembro. O consenso? O clima melhorou, mas o setor ainda não recuperou o patamar de confiança do início do ano.
Ana Maria Castelo, da FGV, resume bem: “A confiança recuperou, mas ainda não chega ao nível desejado.”
Em outras palavras: há movimento, mas não há virada.
📅 O que esperar agora?
A próxima divulgação sai em 23 de dezembro. Até lá, a pergunta é simples: a retomada de novembro foi o início de um ciclo… ou apenas uma pausa no caminho?










