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CIB: o “CPF dos imóveis” que pode mexer no seu IPTU

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 29 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Cadastro Imobiliário Brasileiro promete transparência, mas pode trazer correção no IPTU e mexer no bolso de proprietários e investidores.

CIB: o “CPF dos imóveis” que pode mexer no seu IPTU
Mercado imobiliário na mira: o que muda com o CPF dos imóveis. Foto: Freepik.
A partir de 2026, entra em cena o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), apelidado de “CPF do imóvel”. A ideia: centralizar informações vindas de cartórios, prefeituras e Receita Federal para dar mais transparência ao mercado. O detalhe? O valor de referência passa a ser o valor de mercado, não mais uma estimativa antiga e muitas vezes defasada.

IPTU mais caro? A dúvida que ninguém responde 🤔

Oficialmente, o Ministério da Fazenda diz que o CIB não tem como objetivo aumentar impostos. Mas, e se as prefeituras resolverem usar os novos valores como base para calcular o IPTU? O risco é claro: imóveis hoje subavaliados poderiam ter um salto no imposto. Para alguns especialistas, é só especulação; para outros, uma bomba-relógio.

Quem perde mais se o imposto subir 🏘️

O maior impacto, se vier, recairia sobre a classe média. Imóveis antigos, em regiões valorizadas, podem sair do “limbo” de preços congelados e ir para a realidade de mercado. Um dono que pagava IPTU baixo pode ver sua conta dobrar. Já para investidores de alta renda, o impacto seria menor, embora portfólios grandes também sintam o tranco.

Europa já faz isso. E aqui? 🌍

Países como Suécia, Holanda e Dinamarca já têm cadastros centralizados há anos. No Brasil, o CIB chega como promessa de modernização, mas com a peculiaridade de um sistema tributário historicamente pesado. Resultado? O cadastro pode virar mais um fator de pressão, em vez de só transparência.

E os outros impostos? Não escapam 🧾

Não é só o IPTU que pode ser afetado. ITBI (na compra e venda) e ITCMD (heranças e doações) também usam o valor venal como base. Se o CIB inflar essa base, a conta aumenta. A prefeitura de São Paulo diz que já está atualizada, mas outras cidades admitem que pode sim haver correções — leia-se: aumento de impostos.

E agora, quem acredita?

Prefeituras, advogados e Receita Federal dão respostas divergentes. Uns juram que nada muda, outros alertam que o “CPF do imóvel” pode virar cavalo de Troia fiscal. O certo é que, até 2027, proprietários, investidores e construtoras terão de conviver com a incerteza: modernização ou mais peso no bolso?
 
 
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