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China começa a erguer "o projeto do século" (e isso diz muito sobre a economia global)

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 22 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura
Com orçamento estimado em US$ 170 bilhões, megaobra energética sinaliza o esforço da China para reaquecer sua economia e consolidar liderança em infraestrutura.

Com orçamento estimado em US$ 170 bilhões, megaobra energética sinaliza o esforço da China para reaquecer sua economia e consolidar liderança em infraestrutura.
Com investimento de US$ 170 bi, China começa a erguer a maior hidrelétrica do mundo. Imagem: Sora.
A China iniciou a construção da maior hidrelétrica do mundo. E não é só pelo tamanho: o projeto é, acima de tudo, um recado geopolítico e econômico.

🏞️ A usina será erguida no extremo leste do país, com um custo estimado de US$ 170 bilhões.


⚡ Quando concluída, a instalação terá capacidade para gerar 300 bilhões de KW/h por ano — superando em três vezes a famosa Três Gargantas.

A escala é comparável ao que países inteiros consomem de energia. E o cronograma não é de longo prazo: a expectativa é concluir tudo em cerca de 10 anos.

💡 Um empurrão na economia (e na construção civil)

A decisão do governo chinês de tirar o projeto do papel agora tem uma leitura clara no mercado:

👉 Reativar a atividade econômica via investimentos em infraestrutura pesada.

Nos últimos trimestres, a China tem enfrentado desafios para retomar o crescimento pós-pandemia, com desaceleração no mercado imobiliário e baixa confiança do consumidor.

Obras dessa magnitude empregam milhares de trabalhadores, mobilizam indústrias locais e mantêm a cadeia da construção aquecida — exatamente o que o governo quer no momento.

O Citi estimou que o aumento do investimento/PIB da China, considerando um período de 10 anos de construção, poderia chegar a US$ 16,7 bilhões por ano.

🌍 O que isso tem a ver com o Brasil?

Mais do que um dado curioso, o avanço da China em infraestrutura energética tem efeitos globais:

  • Fortalece a cadeia de suprimentos de materiais (inclusive brasileiros);
  • Reforça o papel chinês em exportar expertise construtiva para países em desenvolvimento;
  • Pressiona outros países emergentes a destravarem seus próprios planos de infraestrutura.

No fim das contas, a hidrelétrica é só a ponta de um movimento maior: a infraestrutura como política econômica ativa — algo que o Brasil também tem ensaiado nos últimos anos com o Novo PAC e outras iniciativas.
 
 
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