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Cumpriu metas, perdeu valor: o detalhe do 4T25 que derrubou a Tenda

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 13 de jan.
  • 3 min de leitura
Apesar de números recordes no ano, vendas abaixo do esperado no 4T25 e lançamentos concentrados em dezembro frustraram o mercado e pressionaram as ações da Tenda.

Cumpriu metas, perdeu valor: o detalhe do 4T25 que derrubou a Tenda

Cumprir o guidance nem sempre significa agradar o mercado. A Tenda descobriu isso na prática nesta segunda-feira (12).

Mesmo após entregar os números prometidos para 2025, as ações da construtora (TEND3) amanheceram em queda livre: –5,5%, negociadas a R$ 23,81, figurando entre as maiores baixas do pregão.


O recado do mercado foi direto: não basta fechar o ano bem, é preciso entregar o trimestre certo.


🔍 Recorde no ano, tropeço no trimestre

No papel, os números impressionam. No detalhe, nem tanto. A Tenda registrou R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas no 4T25, alta de 24% na comparação anual. O problema? Esse volume ficou 14% abaixo do que o Safra esperava.


E aí vem a pergunta que pesa no valuation: Foi fraqueza de demanda ou só erro de calendário?


🗓️ Dezembro cheio… tarde demais

Segundo o Safra, o principal vilão foi o timing dos lançamentos.

Nada menos que 36% do VGV do trimestre foi lançado apenas na última semana de dezembro. Traduzindo:


🕒 pouco tempo para vender

📉 VSO pressionado


O indicador de velocidade de vendas ficou em 24%, abaixo do projetado.Sem esses lançamentos tardios? O VSO subiria para 27%.


A própria companhia explica o atraso: licenças liberadas só nos últimos dias de 2025. Nada estrutural, mas suficiente para azedar a leitura do trimestre.


Lançou bem, mas menos do que o mercado queria

A Tenda colocou 15 empreendimentos no mercado no 4T25, somando R$ 1,8 bilhão em VGV.


✔️ Crescimento de 14% sobre o trimestre anterior

✔️ Alta de 11% na comparação anual

❌ Ainda assim, 11% abaixo das estimativas do Safra


E tem mais: quase todo o volume veio da marca Tenda.


🏗️ Alea ficou pequena no trimestre

A Alea, braço de casas industrializadas do grupo, teve participação quase simbólica: apenas R$ 69 milhões em VGV, contra R$ 1,7 bilhão da Tenda tradicional.


O motivo? Um projeto relevante, Canoas, de R$ 300 milhões em VGV, ficou para 2026.Mais um item que reforça a sensação de resultado certo no ano errado.


💰 Caixa ajuda, mas não encanta

No caixa, a Tenda transferiu R$ 960 milhões em recebíveis para bancos, movimento que sustenta liquidez e geração de caixa.


📉 Caiu na comparação trimestral

📈 Subiu 42% em relação ao ano anterior


Segundo o Safra, a queda sequencial tem explicação técnica: o trimestre anterior teve efeito pontual de incentivos estaduais. Nada alarmante, mas também nada transformador.


🧠 Então… por que o Safra segue otimista?

Aqui o tom muda. Para o Safra, o trimestre foi “levemente negativo”, muito mais por calendário do que por demanda. E o pano de fundo segue favorável.


🏠 Minha Casa, Minha Vida reforçado

📈 Teto de preços maior

👥 Público elegível ampliado

💸 Mais previsibilidade de vendas e margem


Resultado: o banco reiterou recomendação de compra (outperform).


🎯 Valuation fala mais alto

O Safra mantém preço-alvo de R$ 41, o que implica potencial de alta de 63% frente às cotações atuais.


E deixa o recado final: “A Tenda negocia a um múltiplo P/L de 5,1x para 2026, o mais baixo entre as construtoras de baixa renda.” Ou seja:


📉 O mercado puniu o trimestre

📊 O banco olha para o ciclo


A pergunta que fica é simples (e incômoda) quem está certo agora: o pregão ou o fundamento?

 
 
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