Temporada de balanços começa na construção. Quem vai brilhar?
- Redação Liga News

- há 4 minutos
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Resultados das construtoras começa com expectativa de desempenho mais forte nas empresas focadas em habitação popular, impulsionadas pelo MCMV, enquanto juros elevados pressionam o segmento de média e alta renda

A temporada de resultados das construtoras começa nesta quinta (5) com o balanço da Tenda. E o mercado já tem um diagnóstico preliminar:
👉 baixa renda deve liderar os resultados
👉 médio e alto padrão enfrentam mais pressão
O motivo é claro: Selic em 15% pesa mais no crédito imobiliário fora dos programas subsidiados.
🏠 O motor continua sendo o Minha Casa Minha Vida
Construtoras como Tenda, Cury, Direcional e Plano&Plano entram no trimestre com vento a favor. O Minha Casa Minha Vida segue sustentando o setor com:
juros subsidiados
crédito via FGTS
reforço do Fundo do Pré-Sal
💰 No total, cerca de R$ 200 bilhões em crédito imobiliário estão disponíveis para famílias de menor renda.
Some a isso formação de novas famílias e demanda por primeiro imóvel — e o resultado aparece nas margens.
📈 Médio e alto padrão: mais pressão, mas ainda resiliente
No segmento de média e alta renda, o juro elevado reduz o ritmo de vendas. Mesmo assim, o setor segue financeiramente saudável e pouco alavancado.
Alguns nomes ainda se destacam. A Cyrela, por exemplo, acelerou a venda de estoque no trimestre (48,6% das vendas vieram dessa estratégia) e deve manter margens robustas.
📊 Quem deve entregar os melhores resultados
Entre as empresas mais bem posicionadas:
Cury: lucro pode crescer cerca de 50%
Moura Dubeux: projeção de mais de 100% de alta no lucro
Direcional: margem líquida estimada acima de 18%
Já no médio e alto padrão, o cenário é mais desafiador:
Eztec pode registrar queda de lucro
Even deve apresentar prejuízo no trimestre
⚠️ O próximo desafio do setor
Além dos juros, outro risco entra no radar: custo de mão de obra.
Para preservar margens, o setor deve acelerar o uso de tecnologias construtivas e industrialização.
No fim das contas, o recado do mercado é claro: a construção segue forte, mas o ciclo atual favorece quem está na habitação popular.










