Tarifas e deportações de Trump travam obras nos EUA
- Redação Liga News

- 5 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
As tarifas e políticas imigratórias de Trump elevam custos, travam obras e ameaçam o fôlego da construção civil nos EUA.

Quando Donald Trump anunciou que retomaria tarifas amplas e endureceria as políticas de imigração, a construção civil americana soou o alarme. A equação é simples (e perigosa): materiais mais caros + menos trabalhadores + juros altos = obras paradas.
As tarifas sobre aço, cobre, madeira e outros insumos estão elevando os custos de construção, enquanto a fiscalização imigratória expulsa parte da força de trabalho. Tudo isso num momento em que o setor já vinha sofrendo com a retração provocada pelas altas taxas de juros.
🔧 A conta chega (e não é pequena): custo de materiais dispara
Segundo a Associação Nacional de Construtores de Casas, as tarifas já elevaram em US$ 10,9 mil o custo médio de uma casa nova.
O aço subiu 9,2%. O cobre, 13,8%. E a madeira? Essa virou um luxo. A tarifa combinada sobre produtos canadenses chega a 45% — o que empurra muitos construtores para alternativas locais (quando existem).
👷♂️ Força de trabalho em colapso: menos imigrantes, mais atraso
Como se o custo não bastasse, o setor enfrenta uma escassez histórica de mão de obra. Apenas 6 mil novos empregos foram criados até agosto — quando seriam necessários quase meio milhão para atender à demanda projetada.
E há um motivo claro: o medo. A presença de agentes de imigração em canteiros e bairros inteiros tem afastado trabalhadores, inclusive os que estão legalizados.
O resultado? Obras paradas, cronogramas atrasados e empreiteiros em pânico.
📉 Juros e incerteza: o cenário que trava qualquer investimento
Os gastos com construção vêm caindo desde a primavera de 2024. Mesmo com o boom dos data centers, as novas moradias caíram 6% em relação ao ano anterior.
E se as taxas de juros voltarem a cair, o que parecia boa notícia pode virar outra dor de cabeça: os fornecedores terão espaço para repassar aumentos de preços, e a concorrência por mão de obra deve inflacionar salários.
O jogo de xadrez das construtoras: sobreviver no curto prazo
Para muitos, a saída tem sido incluir margens de contingência nos orçamentos e reduzir o ritmo das obras. Steve Martinez, da Tradewinds General Contracting (Idaho), disse que este ano construirá apenas 7 casas personalizadas, ante as 10 ou 12 habituais.
“A demanda não existe — e por isso não vimos a escalada de preços que esperávamos. Mas se ela voltar, o impacto será imediato.”
🏗️ Conclusão: o paradoxo americano da construção
Trump promete proteger empregos e impulsionar a produção local. Mas, por enquanto, o que se vê é o oposto: obras paradas, custos mais altos e trabalhadores assustados.
E enquanto as políticas tentam “reerguer” a indústria, os canteiros seguem esvaziados. Afinal, quem consegue construir quando os tijolos custam mais e falta quem os assente? 🧱










