Robô promete construir casa de 200 m² em um dia; veja vídeo
- Redação Liga News

- 21 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Crest Robotics apresenta o Charlotte, robô autônomo que imprime casas em 3D, reduz CO₂ e promete transformar o canteiro de obras em poucos anos.

Um robô humanoide chinês andou 106 km sem desligar, cruzando duas cidades como se estivesse fazendo um longão de domingo. Sim: 106,286 km, para ser exato.
Enquanto muita gente reclamaria no km 4, o A2 — desenvolvido pela Agibot, de Xangai — partiu de Suzhou na noite de 10 de novembro e chegou ao Bund de Xangai nas primeiras horas do dia 13. Tudo certificado pelo Guinness. 🏅
Bateria “hot swap”, sensores, LiDAR, GPS duplo… e uma frase que deveria preocupar metade das obras do planeta: “Caminhar de Suzhou a Xangai é difícil até para humanos, mas o robô conseguiu.”— Wang Chuang, VP da Agibot
Mas esse é só o warm-up. O verdadeiro choque veio do outro lado do mundo.
Charlotte: o robô-aracnídeo que imprime uma casa de 200 m² em 1 dia
Sim, você leu certo. Uma casa inteira. 200 m². Em 24 horas.
A australiana Crest Robotics, junto da Earthbuilt Technology, apresentou o que pode ser o salto mais agressivo da automação na construção civil nos últimos 20 anos: Charlotte, um robô autônomo que imprime casas em 3D com velocidade equivalente a 100 pedreiros trabalhando ao mesmo tempo.
Isso muda tudo? A gente já chega lá — mas antes, vale entender como isso é possível.
Impressão 3D + materiais reciclados = construção contínua
Nada de caixaria, nada de armação, nada de interrupção. Charlotte trabalha com um composto criado pela Earthbuilt feito de:
areia
vidro reciclado
tijolos triturados
O material é extrudado camada por camada, numa velocidade constante que elimina praticamente todas as etapas manuais.O resultado? A estrutura completa nasce sem pausas, sem retrabalhos e sem logística pesada.
Design biomimético: quando a obra aprende com as aranhas
A parte mais surpreendente? Charlotte não se parece com um robô tradicional. Ela imita uma aranha — com patas articuladas que permitem:
caminhar por terrenos irregulares
se elevar
se reposicionar
operar sem guindastes
trabalhar em locais remotos
A mobilidade é tão grande que a obra deixa de depender de caminhões, gruas e toda aquela parafernália cara que a gente conhece bem.Menos máquinas = menos CO₂ = menos custo logístico.
É aqui que as coisas começam a esquentar para o setor.
Esse robô imprime casas… e ainda reduz emissões
Charlotte usa materiais reciclados e reduz drasticamente o transporte pesado.Isso significa menos carbono, um dos maiores gargalos da construção civil moderna.
E vamos ser sinceros: se uma tecnologia consegue entregar velocidade, custo menor e redução de CO₂, ela não é mais uma curiosidade: é um competidor.
Ainda é protótipo. Mas por quanto tempo?
Um modelo reduzido já foi apresentado ao público. As empresas afirmam que o robô deve estar pronto para uso em larga escala dentro de poucos anos.
E aí fica a pergunta retórica que todo decisor do setor precisa se fazer: quando isso chegar ao mercado, você estará preparado para competir com 100 pedreiros em forma de aranha?










