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Engenharia: como será a dragagem do canal de Ilhabela

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • 2 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Primeira dragagem estruturante da história de Ilhabela promete devolver profundidade ao canal, aliviar o tráfego de 11 mil passageiros por dia e evitar riscos de encalhe em plena alta temporada.


Engenharia: como será a dragagem do canal de Ilhabela

O governo de São Paulo vai remover o equivalente a 1,5 mil caminhões de areia do berço de atracação das balsas de Ilhabela. O objetivo? Evitar encalhe — sim, esse risco já era real — e devolver ao canal a profundidade ideal: dos atuais 1,50 m em trechos críticos para 3,70 m.

E tudo isso começa… na primeira quinzena de dezembro. Exatamente quando o fluxo dobra. Coincidência? 🤔

📈 Verão, multidões e um gargalo histórico

Ilhabela não só é um dos destinos mais disputados do litoral: é o tipo de lugar onde os números falam por si.


  • 11 mil pessoas cruzam diariamente entre São Sebastião e a ilha.

  • No réveillon, o movimento sobe 42%.

  • E neste ano deve subir ainda mais.


Em outras palavras: se a obra não saísse agora, sairia quando?


💸 R$ 6,4 milhões para destravar um hub de mobilidade

As balsas do Canal de São Sebastião representam 22% de toda a movimentação do sistema estadual de travessias — que, vale lembrar, está sendo preparado para concessão.


A dragagem será feita por uma empresa contratada, com um “reforço de peso”: o mesmo navio-draga que opera o desassoreamento do Porto de São Sebastião.


O material sugado irá para um ponto de descarte controlado, no lado oposto do canal. Tudo dentro do roteiro ambiental.


⚽ Área do tamanho de dois campos de futebol

Para quem gosta de imaginar o impacto real:


  • Área dragada: 20 mil m²

  • Volume retirado: 22 mil m³


Ou seja, dois campos de futebol afundados em sedimentos acumulados por chuvas, ventos, correntes e… muito trânsito de embarcações.


E sim, haverá monitoramento ambiental contínuo, com participação de associações e poder público. Porque, hoje, qualquer obra no mar só avança assim.


A logística para não parar o sistema e o ineditismo da obra

O subsecretário Denis Amorim resume o desafio: fazer tudo sem interferir na operação das balsas. O barco-draga ficará fora da rota, e a etapa final será por sucção, com dique de contenção para segurar sedimentos.


E um detalhe importante (e simbólico): “Pela primeira vez, veremos o berço de atracação de Ilhabela ser desassoreado.”


Sim: 2024/2025 marcará a primeira dragagem estruturante da história do local.


👥 Diálogo público e dez encontros com a comunidade

Antes do início, serão realizados 10 encontros com sociedade civil, empresas e autoridades para detalhar a obra e o plano de monitoramento ambiental.


É o tipo de processo que reduz ruído: mas não elimina a pergunta: por que demorou tanto para acontecer?


💬 “A travessia é o coração da nossa mobilidade”

A prefeitura reforça a urgência. O canal assoreado já dificultava a atracação e colocava em risco a operação. O vice-prefeito João Pedro Colucci é direto: “É fundamental que as obras ocorram dentro do prazo, garantindo segurança para moradores e visitantes.”


E aí fica o ponto: com um verão que promete recordes e uma obra que nunca foi feita antes, o tempo é o ativo mais valioso dessa intervenção.

 
 
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