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De cada R$ 3 movimentados na construção, R$ 1 vem do governo

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura

Levantamento do IBGE revela que aproximadamente 33% da demanda da construção civil brasileira tem origem no setor público, reforçando a importância dos investimentos governamentais para a infraestrutura nacional.


Infraestrutura paga os maiores salários da construção civil, aponta IBGE

Quando se fala em construção civil, é comum imaginar que o mercado imobiliário seja o principal motor do setor.


Mas os números contam uma história um pouco diferente.


Segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, divulgada pelo IBGE e repercutida pela Agência Brasil, aproximadamente 33% de toda a demanda por obras no Brasil tem origem no setor público.


Traduzindo:


💰 De cada R$ 3 movimentados pela construção civil, R$ 1 vem do governo.


E essa dependência fica ainda mais evidente quando o assunto é infraestrutura.


🚧 Na infraestrutura, o Estado ainda é protagonista


Rodovias.

Ferrovias.

Saneamento.

Pontes.


Grandes obras continuam fortemente conectadas à capacidade de investimento dos governos.


Segundo o levantamento do IBGE, 48,2% da demanda por obras de infraestrutura teve origem no setor público em 2024.


Ou seja, praticamente metade dos contratos.


Não por acaso, anúncios de PAC, concessões, saneamento e investimentos públicos costumam movimentar todo o ecossistema da construção.


Quando o governo acelera, os canteiros aceleram junto.


🏢 Já os edifícios dependem mais do mercado


Na construção de edifícios, a participação do poder público cai para 22,9%.


Nos serviços especializados — como instalações, acabamentos e pintura — o índice é ainda menor: 19,5%.


O dado ajuda a mostrar que existem praticamente duas construções civis convivendo no mesmo país.


Uma fortemente ligada ao mercado privado.


Outra diretamente influenciada pela capacidade de investimento do Estado.


👷 O setor continua gigante


Em 2024, a construção civil empregava cerca de 2,5 milhões de trabalhadores e reunia aproximadamente 191 mil empresas em atividade.


Mas existe outro dado que chama atenção.


O maior custo das empresas continua sendo mão de obra, responsável por 30,7% das despesas totais do setor.


Mais do que materiais.

Mais do que equipamentos.

Mais do que serviços contratados.


No fim das contas, a construção continua sendo uma indústria feita por pessoas.


🤔 A grande pergunta para os próximos anos


Os números do IBGE levantam uma discussão importante.


Se quase metade da infraestrutura depende de investimentos públicos, qual será o impacto de uma eventual desaceleração fiscal sobre o setor?


Para Marcelo Miranda Freire de Melo, analista do IBGE ouvido pela Agência Brasil, a concentração é clara:


"Essa demanda está muito concentrada no segmento de obras de infraestrutura, onde quase metade da demanda é feita pelo setor público."


A conclusão talvez seja simples.


Mais do que acompanhar lançamentos, vendas ou juros, entender os movimentos do governo continua sendo fundamental para entender o futuro da construção brasileira. 🏗️



Fonte: Agência Brasil, com dados da Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2024, do IBGE.

 
 
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