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Emprego cresce na construção, mas ritmo desacelera e mão de obra falta

  • Foto do escritor: Redação Liga News
    Redação Liga News
  • há 21 horas
  • 2 min de leitura

Setor mantém geração de empregos e segue resiliente, mas desaceleração do ritmo e falta de trabalhadores passam a limitar o crescimento.


Emprego cresce na construção, mas ritmo desacelera e mão de obra falta

A construção civil voltou a superar a marca de 3 milhões de trabalhadores formais no Brasil em fevereiro, com a criação de 31,1 mil vagas, segundo o Novo Caged (dados reportados pelo Valor Econômico).

O número impressiona. Mas o sinal de alerta já apareceu.


⚠️ Cresce… só que mais devagar

Na leitura de Janaína Feijó, pesquisadora da área de economia aplicada do FGV Ibre, o setor entrou em fase de acomodação.


Ou seja: o emprego continua crescendo, mas em ritmo menor do que antes.


🏗️ Infraestrutura e eleição seguram o curto prazo

O primeiro semestre ainda deve sustentar o nível de atividade, puxado por obras de infraestrutura e pelo ciclo eleitoral.


Para Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos de construção do FGV Ibre, esse conjunto mantém o setor aquecido.


E pode até gerar um impulso adicional no curto prazo.


🏠 MCMV segue como base do crescimento

Outro fator central continua sendo o Minha Casa Minha Vida.


Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos de construção do FGV Ibre, o programa já responde por mais da metade da produção imobiliária no país.


🔥 O gargalo: falta gente

Apesar do crescimento, o setor enfrenta escassez de mão de obra.


De acordo com Ieda Vasconcelos, economista-chefe da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o Brasil vive praticamente um cenário de pleno emprego.


O que dificulta contratações.


💸 Salário sobe… por necessidade

Sem trabalhadores suficientes, a resposta é direta: aumentar salários. Segundo Janaína Feijó, esse movimento deve continuar como principal mecanismo de atração.


🎯 O problema real está nos jovens

Para Yorki Estefan, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), o maior desafio é atrair jovens.


O setor ainda perde no curto prazo para o informal, mesmo oferecendo maior potencial de renda no longo.


👉 A leitura final

A construção segue resiliente. Mas o cenário já mudou de tom:


  • crescimento mais lento

  • escassez de mão de obra

  • pressão por salários


No fim, o setor entra em uma nova fase: menos sobre gerar empregos… e mais sobre conseguir preencher as vagas.

 
 
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